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12 detentos da UPA de São José do Cedro são transferidos para penitenciárias

Notícias, Policial, Segurança
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25/07/2017 15:42

Transferências acontecem após cinco fugas de presos que estavam no regime semiaberto

Foto: Ivan Guilherme/Portal Peperi
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Pelo menos 12 detentos da Unidade Prisional Avançada (UPA), de São José do Cedro, estão sendo transferidos a penitenciárias da região. As transferências aconteceram devido à mudança no convênio, e depois de cinco fugas ocorridas no que vai do ano.

Para o chefe do setor penal da UPA de São José do Cedro, Tiarajú Lazari, as possibilidades de ressocialização geraram os problemas com evasões e fugas de presos que estavam no regime semiaberto, os quais ficam em um alojamento, e não em celas igual como os que estão no regime fechado.

Ainda de acordo com Tiarajú, não há possibilidade de fuga do regime fechado, diferente do semiaberto onde há flexibilidade.

Devido às fugas, as 15 vagas que haviam na marcenaria interna da UPA, e que deveriam atender detentos do regime fechado, foram prejudicadas e a alternativa foi cancelada, devido a isso, os 12 detentos do regime fechado e que poderiam trabalhar tiveram que ser transferidos para as penitenciárias de Curitibanos, Xanxerê, Joaçaba e Chapecó.

Devido a essa mudança e tendo em vista que o programa para detentos do regime fechado, foi retirado da unidade, houve uma espécie de permuta. Sendo assim a UPA cedrense recebeu outros presos, de várias comarcas, que já estão no regime semiaberto, tem bom comportamento e podem atuar no convênio.

Ainda segundo Lazari, ele entende as cobranças da população sobre segurança, mas admite que os próprios agentes correm risco. Os profissionais também percebem que os fugitivos tem intenção de voltar para as casas e não costumam ficar em São José do Cedro, pois sabem que são procurados.

O agente disse também que as cadeias não são depósitos de pessoas e é preciso dar condições para que além de cumprir a pena, possam voltar para convívio em sociedade melhores do que entraram.

Ele justifica que o programa de emprego visa que essas pessoas aprendam um ofício para reduzir o número de reincidentes no crime. O perfil dos presos é parecido, sendo grande parte de analfabetos que nunca tiveram um emprego fixo, e muito menos, uma carteira de trabalho assinada.

Para melhorar a qualidade de vida e de ressocialização do detento, há ainda, outras iniciativas, como o projeto de remissão por leitura onde eles tem pena reduzida após uma resenha e resumo dos livros que leram. Outra ideia prevê a construção de uma sala de aula, para conclusão dos estudos, além da implantação de cursos técnicos, a exemplo da cadeia de São Miguel do Oeste.

R Peperi/ Fronteira Online