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Cuba retira seus médicos do Brasil por declarações de Bolsonaro

Notícias, Política, Saúde
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15/11/2018 09:18

Cuba rejeitou nesta quarta-feira (14) as modificações anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, ao Programa Mais Médicos e decidiu suspender a participação de seus profissionais - informou um comunicado oficial

Foto: André Ávila / Agencia RBS
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“O Ministério de Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, diz o texto.

Em diferentes ocasiões durante sua campanha eleitoral, Bolsonaro anunciou que suspenderia esse programa com a OPAS e Cuba e que seu governo contrataria individualmente médicos que desejassem permanecer no Brasil.

“As modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acertadas desde o início do Programa”, diz o texto oficial cubano, acrescentando que “não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviços em 67 países”.

O comunicado considera que as declarações de Bolsonaro têm “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos”.

O Programa de Médicos está em andamento desde agosto de 2013 com médicos de diversos países e, desde então, quase 20 mil médicos cubanos já atenderam 113,5 milhões de brasileiros, segundo o texto.

Jair Bolsonaro comentou a situação em seu perfil no Twitter:

Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou.

Jair M. Bolsonaro

Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos.

Alexandre Padilha, então ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff (PT), quando o programa foi implementado, lamentou o anúncio. Em vídeo publicado em seu perfil no twitter, ele afirma que a decisão do Ministério da Saúde cubano foi feita depois de “reiteradas agressões feitas pelo presidente eleito, Bolsonaro, em relação à qualidade dos médicos cubanos e em relação à formação desses médicos”.

Cuba anuncia sua retirada do Programa Mais Médicos.
A saúde pública e o po Cuba retira seus médicos do Brasil por declarações de Bolsonaro

Cuba rejeitou nesta quarta-feira (14) as modificações anunciadas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, ao Programa Mais Médicos e decidiu suspender a participação de seus profissionais – informou um comunicado oficial.

“O Ministério de Saúde Pública de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do Programa Mais Médicos e assim comunicou à diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa”, diz o texto.

Em diferentes ocasiões durante sua campanha eleitoral, Bolsonaro anunciou que suspenderia esse programa com a OPAS e Cuba e que seu governo contrataria individualmente médicos que desejassem permanecer no Brasil.

“As modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acertadas desde o início do Programa”, diz o texto oficial cubano, acrescentando que “não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviços em 67 países”.

O comunicado considera que as declarações de Bolsonaro têm “referências diretas, depreciativas e ameaçadoras à presença de nossos médicos”.

O Programa de Médicos está em andamento desde agosto de 2013 com médicos de diversos países e, desde então, quase 20 mil médicos cubanos já atenderam 113,5 milhões de brasileiros.