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Agente de trânsito faz parto em terminal de ônibus no PR

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06/02/2018 14:41

'Pra mim, foi uma surpresa. Não esperava que fosse tão rápido como foi', afirmou a mãe; caso aconteceu na segunda-feira 5

Bebê nasceu em um terminal de ônibus de Araucária (Foto: Arquivo pessoal)
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A agente de trânsito Keitiane Ferreira de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, teve uma experiência diferente durante o expediente de segunda-feira 5.Ela fez o parto de um menino. Benjamin Alexandre nasceu com 49 centímetros e 3,8 quilos em um terminal de ônibus, na Vila Angélica. Mãe e bebê passam bem.

“Eu tinha a teoria, não tinha a prática. Tive que colocar na prática a teoria que tinha. O instinto colabora”, afirmou a agente de trânsito, que é formada em enfermagem e tem um filho de dois anos.

Keitiane conta que, enquanto estava fazendo o patrulhamento perto do terminal, um vigilante do local acenou para o carro do Trânsito Araucária. “Achamos [ela e o colega] que fosse uma situação de trânsito”, disse.

Mas, para a surpresa dela, o contexto era outro. O vigilante, então, relatou que uma mulher estava em trabalho de parto no terminal. “Estourou a bolsa. Chamaram o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] e a acolheram numa sala”, relatou a agente de trânsito.

“Não tem como ficar muito emocional, nem racional. Tem que equilibrar, era a vida do bebê”, explicou.

Antes mesmo de entrar na sala, a agente de trânsito ouviu os gritos de dor da mulher. Keitiane pediu um par de luva para fazer o parto.

“Entrei [na sala]. Disse para ela que ia ajudar e comecei a orientar. Foi questão de dois minutos, já saiu a cabecinha do bebê”, disse a agente de trânsito.

Conforme Keitiane, o menino nasceu às 16h46 – exatamente 16 minutos depois de a bolsa da mãe estourar.

Logo em seguida, o Samu chegou e levou a mulher e a criança ao Hospital Municipal.

A emoção da mãe

A vigilante Cláudia Alexandre de Paula, de 35 anos, contou ao G1 que tinha ido a Curitiba e estava retornando para Araucária quando começou a sentir as contrações.

“Pra mim, foi uma surpresa. Não esperava que fosse tão rápido como foi. A bolsa estourou no terminal e pedi que me ajudassem. Eu estava no meio de todas aquelas pessoas e, ao mesmo tempo, apreensiva por causa da dor”, disse Cláudia.

Ela explicou que estava fazendo o pré-natal, mas não tinha certeza do tempo exato da gestação: “Uns médicos diziam que eu estava de 40 semanas, e outros que não”.

Mãe de uma garota de 12 anos, a vigilante não esperava que o parto de Benjamin fosse tão rápido devido à experiência anterior. A filha demorou quatro horas para nascer, após as primeiras contrações.

“Foi diferente. Foi emocionante!”, afirmou.

Cláudia e o bebê devem receber alta na quarta-feira 7.

G1