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Agora no Inter, Roger reencontra amigos Camilo e Pottker

Esportes, Nacional
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04/01/2018 08:58

Ao passo em que busca a melhor condição física, Roger tem ajuda de companheiros para se sentir em casa

Por Tomás Hammes, Porto Alegre
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Se ainda precisa de tempo para estar com o mesmo condicionamento físico, o entrosamento já existe. Roger está entre amigos no Inter, em casa. A chegada ao Beira-Rio o permitiu reencontrar antigos companheiros, como Camilo e William Pottker.

Roger e Camilo atuaram juntos na Chapecoense e Botafogo. Compartilham dos mesmos hábitos e atividades fora de campo, como cultos e jantas. As esposas de ambos também criaram uma relação estreita. A proximidade da dupla é tamanha que, ainda durante a negociação, trocavam ideias e o meia passava informações do Colorado ao centroavante.

– O Camilo é um amigo de longa data. Antes mesmo de ser anunciado, nos falávamos. É um querido. Compartilhamos muitas ideias. Gostamos de muita coisa igual. Somos evangélicos. Defendemos uma teoria de vida, de amar, perdoar, ter uma vida com carinho a todo mundo. Temos muita amizade, assim como nossas esposas. Já deu certo na Chape. No Botafogo, foi uma opção dele sair. Nos reencontramos aqui – destaca Roger, em entrevista coletiva.

Enquanto isso, Pottker foi parceiro do centroavante na Ponte Preta. A dupla, aliás, causou estragos nas defesas adversárias durante o Brasileirão de 2016. Somados, marcaram 22 dos 48 tentos da equipe, o que representa 45,83% do total. Pottker acabou como o artilheiro, com 14, enquanto Roger contribuiu com outros oito.

Além dos rostos conhecidos, o atacante de 32 anos chega confiante. Respaldado nos 17 gols anotados pelo Botafogo na última temporada, Roger, apesar de respeitar a hierarquia que aponta Leandro Damião como o titular neste início, acredita no seu oportunismo para contribuir com Odair Hellmann.

– Sou finalizador. Um cara que, graças a Deus, sabe fazer gols. Essa é minha característica. Sou um (camisa) 9 nato, de área. Mas saio para jogar. Tenho que ajudar a marcação. Preciso dar força para a rapaziada, mas minha característica é dentro da área. Fiz 17 gols ano passado. Todos dentro da área. É o que sustento – explica.

As passagens pelo Glorioso, Ponte e o São Paulo, claro, o orgulham. Entretanto, a oportunidade recebida no Inter é vista como o grande marco de sua carreira. Roger deixou claro logo em sua apresentação o quanto o envaidecia estar no Beira-Rio.

– Talvez seja a camisa mais pesada que vesti. O Botafogo e São Paulo também têm muita história. A Eu tenho um carinho imenso pela Ponte. Mas hoje, sem dúvida é um dos momentos mais felizes da minha vida. Faz acreditar que o trabalho, quando é honesto e justo, faz você colher. Estou muito feliz. É uma conquista não só para mim, mas para a família e os amigos. É uma vitória de todos – destaca.

Para conseguir colocar em prática o seu futebol e deixar transparecer toda sua vontade, Roger, no entanto, precisará conter a ansiedade. Em razão do período parado em função da cirurgia para a retirada do tumor benigno no rim direito em outubro do ano passado, ficou sem atuar nos últimos meses de 2017. Até por isso, prevê que precisará cerca de 20 dias para se equiparar aos parceiros. A julgar pela parceria e a vontade, não fará falta.

GE