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Análise: Valentim muda pouquíssimo, mas o que Cuca nunca mudou no Palmeiras

Esportes, Nacional
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16/10/2017 09:39

Auxiliar assumiu comando interino após a saída do técnico e, depois de apenas dois dias de treino, surpreendeu na escalação na vitória de domingo sobre o Atlético-GO, em Goiânia

Keno começou pela esquerda, mas inverteu com Dudu e brilhou (Foto: GloboEsporte.com)
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A vitória sobre o Atlético-GO, no primeiro jogo sob a direção de Alberto Valentim, merece ser elogiada, sobretudo depois de dois tropeços como mandante, mas também precisa ser avaliada com o devido cuidado. Até porque, embora o adversário estivesse em ascensão no segundo turno, trata-se do lanterna do Campeonato Brasileiro.

Com apenas dois dias de treino após a saída de Cuca, seria injusto afirmar que o auxiliar e agora interino fez uma revolução na equipe. O treinador anterior poderia muito bem ter derrotado – vale frisar de novo a posição – o último colocado da competição. Além disso, a estrutura tática que vinha sendo usada não foi alterada…

Ressalvas feitas, algo importantíssimo a se destacar: a única surpresa na escalação de Valentim foi uma mudança que Cuca jamais havia feito. Para escalar Keno, que nem sequer havia entrado nas últimas três partidas, e adiantar Willian como camisa 9, ele deixou Deyverson no banco de reservas até o apito final.

Até então, desde que estreou (em 23 de julho, contra o Sport, no Recife), Deyverson nunca tinha ficado fora de um jogo, exceção feita a um duelo da Copa do Brasil, torneio em que não pôde ser inscrito. Nos 13 anteriores, o atacante começou jogando em 12 e entrou no segundo tempo contra o Atlético-PR, quando os titulares foram poupados.

Saem a bola pelo alto e as “casquinhas” de cabeça do centroavante de 1,88m, estratégia que já estava manjada e não vinha dando tão certo

Entram a bola no chão e velocidade pelos lados (em especial a de Keno, que estava em uma tarde especial e deu as três assistências para Willian, Moisés e Dudu) para explorar a técnica de Willian

Na etapa final, no minuto seguinte ao gol de pênalti do Atlético-GO, Valentim sacou Willian. Em vez de Deyverson, a opção foi Borja, cujo estilo não agradava a Cuca. O colombiano se esforçou, finalizou duas vezes e não errou passe. Ainda pouco para o que se espera dele.

Três minutos mais tarde, devido ao calor em Goiânia, a partida foi paralisada para hidratação dos jogadores. Valentim, então, aproveitou para orientar seu time. O primeiro pedido foi para Egídio:

– Egídio, bola longa na linha de fundo, não encosta. Não quero que tome o drible! Não precisa roubar a bola lá. (…) Depois, eu cobro do Juninho, depois eu cobro do Edu, eu cobro do Mayke, cobro dos volantes para chegarem na área. Certo? Então, ali eu não tomo drible, ele não vai vir sozinho. (Ele) Joga para trás, do jeito que quiser.

O interino também pediu que o zagueiro Juninho se preocupasse mais com a cobertura de Egídio do que com Edu Dracena ou Mayke. Além disso, alertou Tchê Tchê e Bruno Henrique sobre Jorginho, camisa 10 do Atlético-GO, que buscava o jogo rente à lateral. Veja abaixo:

Depois das orientações, o Palmeiras marcou outros dois gols e foi vazado apenas em pênalti cometido por Mayke. Um saldo positivo na primeira partida sob comando de Valentim, que preferiu não falar sobre futuro. Obviamente ciente de que a diretoria tem interesse em Mano Menezes, do Cruzeiro, ele disse se preocupar somente no próximo adversário: a Ponte Preta, na quinta-feira, no Pacaembu.

GE