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‘Aniquilação’ usa elementos surreais para criar filme de terror que pode te deixar embasbacado

Dicas, Entretenimento
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12/03/2018 08:58

Filme com Natalie Portman e diretor/roteirista de 'Ex Machina' estreia nesta segunda-feira, 12, na Netflix. Trama é adaptação do best-seller de Jeff VanderMeer

Natalie Portman é Lena em 'Aniquilação', uma bióloga que aceita entrar em uma área misteriosa em busca de uma cura para o marido (Foto: Divulgação)
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Árvores na forma de seres humanos, cervos com flores no lugar dos chifres e crocodilos gigantes que portam dentes de tubarão.

São elementos surreais, mas apresentados com rigor científico, que pintam em “Aniquilação”. O filme de terror estreia nesta segunda-feira, 12, na Netflix.

O novo trabalho de Alex Garland, que roteirizou e dirigiu “Ex Machina” (2014), é uma adaptação livre do best-seller de mesmo nome escrito por Jeff VanderMeer. Isso significa que:

Quem conhece a obra do escritor, que tem mais dois títulos e é conhecida como trilogia Comando Sul, vai notar que o filme muda radicalmente vários dos conceitos dos livros

Quem não conhece vai se deparar com um longa que bebe do realismo fantástico, investe na atmosfera e na tensão, e traz uma inclinação bastante particular do gênero de terror para o lado biológico, genético e existencial da coisa

Natalie Portman e muito brilho

“Aniquilação” mostra um grupo de cientistas em uma missão de exploração na Área X, uma região que surgiu repentinamente.

Ela é cercada por uma substância misteriosa chamada “Brilho”, e da qual nenhuma outra equipe retornou com notícias. Com exceção de uma pessoa.

Natalie Portman é Lena, a bióloga do grupo, formado apenas por mulheres. E ela topa o desafio menos pelo dever da ciência e mais pelo dever conjugal.

Afinal, seu marido, o tenente Kane, era membro de um esquadrão enviado à Área X e retornou um ano depois sem falar lé com cré.

O novo estranho

“Aniquilação” é aquele tipo de história sobre o ser humano embasbacado diante do inexplicável, mas com um viés científico que distorce a linha que separa a fantasia da realidade.

Para os que curtem rótulos, o filme é um bom exemplo do gênero “new weird” (ou “novo estranho”). A ideia aqui é distorcer as realidades de elementos idealizados de fantasia e ficção científica.

Por isso, não espere por muitas respostas. O novo filme de Alex Garland está mais interessado em fazer perguntas. Só é uma boa pedida para quem gosta de filmes que te deixam com aquela reação de “o que acabou de acontecer na minha frente?”

G1