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Aos 80 anos, pai realiza sonho de filho morto e salta de paraquedas no RS

Geral, Notícias
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25/07/2016 16:04
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Gutto, 48 anos, morreu de câncer há nove dias; ele pediu para ser cremado. Pai saltou para atender o desejo do filho e jogou as cinzas do corpo do céu

Aos 80 anos, o piloto aposentado Guttemberg Ibipiutan Vargas do Prado resolveu atender o desejo do filho, que morreu aos 48, vítima de câncer. Antes, Gutto pediu para ser cremado e queria que suas cinzas fossem jogadas do céu. Ele era paraquedista.

Apesar da idade, o pai resolveu atender o pedido. Para isso, fez o que o filho mais gostava na vida: saltou de paraquedas. A experiência, inédita para ele, emocionou a todos que acompanharam o salto.

Há nove dias, o idoso perdeu o filho, que não resistiu a um câncer. Ele conta que se surpreendeu com o último pedido de Gutto, paraquedista apaixonado pelo esporte.

“Ele disse que não queria ser enterrado e então, foi cremado. Depois da cremação, ele disse que queria que as cinzas dele fossem jogadas de avião”, conta Guttemberg.

O corpo foi cremado em 17 de julho, dia seguinte à morte de Gutto. O salto aconteceu no último fim de semana, durante o Festival de Paraquedismo em Ijuí, no Norte do estado.

Ao saber do desejo do primo, Felipe Prado, que costumava saltar de paraquedas com Gutto, juntou um grupo de amigos dos dois para o ato.

“A gente se engajou, alguns atletas vieram do litoral de Santa Catarina, que era onde ele morava, e nós nos engajamos pra realizar esse desejo”, diz o paraquedista.

A atitude do pai de Gutto, que fez um salto duplo ao lado de Felipe, emocionou quem estava por perto.Idoso de 80 anos realizou o sonho do filho (Foto: Reprodução/RBS TV)

“Emocionante, emocionante. Proporcionar esse prazer, essa sensação única e diferente de tudo que é saltar de paraquedas é o que me move. E proporcionar isso junto com o meu tio, meu padrinho e poder jogar as cinzas do meu primo, que era pra mim é praticamente um irmão, não tem preço”, afirma o primo.

Apesar do luto pela perda do filho, o sentimento foi de dever cumprido. “Nós aproveitamos a oportunidade para prestar essa última homenagem, esse último salto do meu filho de paraquedas. E de lá de cima, eu joguei as cinzas do meu filho no ar”, emociona-se o pai.

G1/ Fronteira Online