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Após ser incendiada no Natal, casinha que abriga cães de rua é reconstruída em Curitiba

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05/01/2018 14:26

Abrigo faz parte do projeto 'Cãodomínio', que fica instalado em três bairros da capital

Foto: Daniele Fernandes/Arquivo pessoal
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Ficou pronto o novo “Cãodomínio”, um abrigo para cães que tinha sido destruído em incêndio

A bancária Daniele Fernandes, de 32 anos, é uma daquelas pessoas apaixonadas por animais de estimação, em especial os cães. Como ela não tem espaço para manter muitos em casa, decidiu participar do projeto “Cãodomínio”, que abriga animais de rua em espaços públicos de Curitiba.

O projeto tem três unidades. Uma delas, que fica no bairro Alto Boqueirão, foi incendiada por vândalos no último dia, 25 de dezembro.

“Eu fiquei arrasada e chorei muito. Eles [os cachorros que estavam abrigados na casinha ficaram ao meu redor sem entender nada. Aliás, eles não entendem a maldade humana”, argumentou a bancária.

As outras duas unidades ficam instaladas nos bairros Pinheirinho e Boqueirão e cada uma tem um voluntário responsável.

Com a casinha queimada, animais passaram uma semana desabrigados

Dedicação

O dia a dia da bancária, além do trabalho e dos afazeres de casa, é cuidar dos animais abrigados no Cãodomínio. Ele oferece ração, água, cobertores e, quando necessário, busca ajuda para tratamento veterinário.

Atualmente, sete cachorros aparecem de vez em quando para se alimentar, e quatro vivem no local.

“Me dá uma tristeza muito grande ver os animais na rua abandonados, doentes e não poder fazer nada. Fazer o que eu faço, é o mínimo “, disse.

Reconstrução

Uma semana depois do incêndio, com a ajuda de amigos, Daniele fez uma campanha na internet e conseguiu construir outra casinha.

Nesta quinta-feira, 4, ela passou a manhã cuidando dos últimos detalhes como pintura e limpeza. Com a ajuda do pai e de um amigo, a casinha ficou linda e colorida.

“Espero que desta vez a casinha fique inteira. E que as pessoas coloquem a mão no coração e percebam que os animais não têm maldade nenhuma. Eles, assim como nós, também sentem frio, fome e não gostam de tomar chuva”, destacou Daniele.

Fonte: G1