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Após velório ser interrompido duas vezes, corpo de homem com supostos batimentos é enterrado

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11/08/2017 16:58

Corpo foi encaminhado ao IML de Toledo (PR) na manhã de quinta-feira, 10 para a necrópsia; morte foi atestada duas vezes

Família parou velório ao desconfiar que morto poderia estar vivo e levou o corpo para o hospital (Foto: Reprodução)
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O corpo do homem que a família chegou a acreditar estar vivo foi enterrado no fim da tarde de quinta-feira,10. O velório havia sido interrompido duas vezes: uma para que o corpo fosse levado ao hospital depois de supostos batimentos cardíacos terem sido registrados, na quarta ,10, e na manhã de quinta, quando a polícia determinou que fosse levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para a necrópsia.

Segundo o delegado Pedro Lucena, o laudo com a causa da morte deve ficar pronto em até 60 dias e será incluído no inquérito instaurado após a família registrar o boletim de ocorrência.

“Ao ficarmos sabendo do caso, chamei o médico que fez o atendimento para dar explicação. Ele disse que o cidadão estava sem vida. Mas, para não ficar qualquer dúvida, mandamos o corpo para o IML e o perito vai dizer qual foi a causa da morte”, comentou o delegado Pedro Lucena.

O homem tinha 44 anos, e a família ficou em dúvida sobre a morte após um aparelho registrar supostos batimentos cardíacos. O corpo chegou a ser levado ao hospital durante o velório, mas exames comprovaram a morte.

Na noite de terça, 8, ele passou mal e procurou o pronto atendimento de São José das Palmeiras, na mesma região. Horas depois, teve a morte por infarto confirmada pelo médico de plantão. Em seguida, o corpo foi levado à funerária – onde teve todo o sangue e fluídos corporais retirados – e liberado para o velório.

Na quarta, 9, pela manhã, familiares estranharam a temperatura do corpo do homem e chamaram um médico. O aparelho usado pelo clínico Fernando Santin registrou 74 batimentos cardíacos por minuto, semelhante ao de uma pessoa viva e com as mesmas características.

“Comuniquei que precisava levar o corpo até o pronto-atendimento, onde teria condições melhores de avaliar, e a família aceitou. Em nenhum momento eu disse que ele poderia estar vivo”, comentou o médico.

Os exames de eletrocardiograma e o monitoramento pulmonar e cardíaco foram acompanhados por um médico cardiologista e outro clínico. Eles constataram que não tinha pulso e que não havia reação da pupila, além da rigidez cadavérica. Portanto, ele estava morto, segundo os especialistas.

Para o clínico Fernando Santin, a hipótese trata-se de um caso de atividade elétrica sem pulso, opinião, segundo ele, compartilhada por um médico do Samu também consultado.

“Mesmo depois de parar de bater, o coração pode continuar emitindo ondas elétricas. E isso é o que pode ter sido captado pelo oxímetro. Casos assim são raríssimos. Em 14 anos de profissão, nunca havia sido chamado para um atendimento como este”, explicou.

G1/Fronteira Online