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Bebê que nasceu com coração fora do corpo se recupera

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14/12/2017 17:36

Bebê que nasceu com coração fora do corpo supera expectativas e se recupera

Foto: BBC
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Bebê que nasceu com coração fora do corpo supera expectativas e se recupera

Condição é extremamente rara e, muitas vezes, fatal; Vanellope Wilkins passou por três cirurgias e ainda tem ‘um longo caminho pela frente’.

Condição da bebê britânica é extremamente rara e, muitas vezes, fatal.

Uma bebê que nasceu com o coração fora do peito superou as expectativas, sobreviveu às cirurgias para resolver o problema e agora se recupera dos procedimentos no Reino Unido.

O parto de Vanellope Hope Wilkins ocorreu há três semanas. A menina não tem o esterno, osso que compõe a caixa torácica, onde fica o coração e o pulmão. Sua condição, conhecida como ectopia cordis, é extremamente rara, com apenas alguns poucos casos registrados a cada 1 milhão de nascimentos – a maioria deles natimortos.

O hospital Glenfield, em Leicester, na região central do país, onde a bebê está internada, disse desconhecer casos no Reino Unido em que um recém-nascido com este mal tenha sobrevivido.

Seus pais, Naomi Findlay, de 31 anos, e Dean Wilkins, de 43 anos, dizem que a menina foi uma “verdadeira guerreira”. “Quando o ultrassom mostrou seu coração fora do peito, foi um choque. Deu muito medo, porque não sabíamos o que aconteceria”, diz a mãe.

Um teste mostrou que não havia nenhuma anormalidade nos cromossomos da bebê, e o casal decidiu prosseguir com a gravidez. “Fomos aconselhados a interromper a gestação, já que as chances de ela sobreviver eram quase zero. Ninguém acreditava que ela conseguiria, a não ser nós dois”, afirma o pai.

Naomi diz que “não era capaz” de fazer o aborto. “Vi seu coração batendo com apenas nove semanas de gestação, não importa onde. De certa forma, sua força me ajudou a seguir em frente.”

Grande equipe

Vanellope deveria ter nascido no Natal, mas veio ao mundo em uma cesariana em, 22, de novembro para reduzir as chances de infecção e de prejuízos ao coração.

Havia cerca de 50 obstetras, cirurgiões cardíacos, anestesistas, enfermeiros neonatais, parteiras e outros profissionais de saúde presentes no momento.

Fonte: G1