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Beto Richa diz que acusações feitas contra ele por delator da Operação Rádio Patrulha não têm credibilidade

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21/09/2018 19:14

Candidato do PSDB ao Senado pelo Paraná foi entrevistado no Bom Dia Paraná desta quinta-feira

Beto Richa foi entrevistado no Bom Dia Paraná nesta quinta-feira (20) — Foto: Reprodução/RPC
Legenda da foto

O candidato ao Senado pelo Paraná Beto Richa (PSDB) disse, em entrevista ao Bom Dia Paraná nesta quinta-feira (20), que as acusações feitas contra ele pelo empresário e delator da Operação Rádio Patrulha, Tony Garcia, não têm credibilidade.

Beto disse que o relato detectado em conversa telefônica não se tratava de propina e que aguarda da perícia da fita onde foi registrada a gravação entre ele e Tony e Garcia para apurar se há montagem. “Nitidamente, há impressão que tem edição dessa fita”, afirmou.

O “tico-tico”, segundo Beto Richa, é o empresário dizendo que recebeu um pouco de um contrato que estava atrasado.

Nesta semana, a RPC – afiliada da Rede Globo no Paraná – está realizando entrevistas com os candidatos do estado ao Senado. Confira abaixo o cronograma das entrevistas, que seguem até sexta-feira (21).

O ex-governador do Paraná chegou a ficar preso, por quatro dias, por conta da Operação Rádio Patrulha do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que investiga crimes em licitações para o reparo de estradas rurais do estado pelo programa Patrulha do Campo. De acordo com Beto Richa, o programa foi um “espetáculo” e beneficiou mais de 200 cidades.

Ao todo, 15 pessoas foram presas em 11 de setembro. Com exceção do ex-chefe de gabinete Deonilson Roldo, que também foi preso no mesmo dia pela Operação Lava Jato, todos os investigados foram soltos.

O ex-governador disse que os contratos das patrulhas foram rompidos pelo governo estadual e que, em época de crise financeira nacional, preferiu investir em Educação, Saúde e Segurança. “Governar é isso, é escolher prioridades”, afirmou.

Beto Richa comentou o fato de pessoas próximas a ele – como Deonilson Rodo, que é réu na Lava Jato, entre outros – serem investigadas por corrupção e até mesmo terem se tornado delatoras da Justiça.

“O governo tem 260 mil servidores. Nós temos cargos comissionados, nós temos secretários de estado e ficamos mais de sete anos no governo. Se alguém cometeu algum crime que seja provado, que responda por isso. Eu nunca passei a mão na cabeça de ninguém e sempre deixei claro: não tenho compromisso com erro de ninguém, cada um que se explique, cada um que dê a sua satisfação”, disse.

Operação Quadro Negro

Beto Richa afirmou que, em algum momento, a cadeia de fiscalização que deveria existir dentro do governo se rompeu. O desvio na área da Educação, ocorrido durante a gestão dele enquanto governador do Paraná, é investigado pela Operação Quadro Negro.

“Nós nominamos Quadro Negro pelo nosso governo, mandamos para a Polícia Civil do Paraná, e alguns foram presos. Abrimos inquérito de ação por improbidade, e todos tiveram seus bens indisponíveis. Todas as medidas foram tomadas. Começamos as investigações em março de 2015, encaminhamos para o Ministério Público, para o Tribunal de Contas do Estado, para a Controladoria do Estado, e o Ministério Público abriu a investigação em dezembro de 2015. Todas as medidas foram tomadas, eu nunca varri nada para debaixo do tapete e nunca poupei ninguém”, explicou.

Candidatura

A coligação de Beto Richa pediu a retirada da candidatura dele ao Senado. Além disso, dois candidatos ao Governo do Paraná e que fizeram parte da gestão de Beto Richa no estado disseram que não querem mais o apoio dele.

“Não há dúvida que esse comportamento é oportunista”, afirmou.

Ele garantiu que está no páreo. “Eu vou sozinho, não estou pedindo solidariedade de ninguém”, disse.

Operação Rádio Patrulha

Conforme o MP-PR, a Operação Rádio Patrulha apura o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

Beto Richa é considerado chefe da organização criminosa, que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões para manutenção das estradas rurais, em 2011, segundo as investigações.

O ex-governador e candidato ao Senada nega as suspeitas que caem sobre ele.

Programação das entrevistas:

  • Segunda-feira (17): Alex Canziani (PTB)
  • Terça-feira (18): Oriovisto (PODE)
  • Quarta-feira (19): Requião (MDB)
  • Quinta-feira (20): Beto Richa (PSDB)
  • Sexta-feira (21): Flávio Arns (Rede)

G1