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Casal troca estabilidade profissional por investimento em propósito de vida

Lazer
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04/05/2018 10:20

Os dois se mudaram do RS para SC e abriram um negócio próprio

Casal troca estabilidade profissional por projeto novo em SC (Foto: Arquivo Pessoal)
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Os sócios Leticia Camargo Vargas, 24 anos e Marcelo Lopes Machado, 25, deram uma guinada de 180 graus na vida pessoal e profissional. Os dois deixaram as respectivas carreiras na cidade gaúcha de Porto Alegre e resolveram apostar em um projeto inspirador: abrir uma loja de moda praia e casual no Bairro Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina.

“Como todo plano novo de vida, abrir a loja exigiu que algumas escolhas pessoais fossem tomadas. Somos dois sócios, eu advogada, e meu sócio administrador. Deixamos nossas carreiras em Porto Alegre. Eu era concursada e ele trabalhava em uma multinacional. Deixamos para trás essas carreiras tradicionais para trabalhar em algo com mais propósito, algo em que realmente acreditamos”, conta Leticia.

Histórias parecidas com a vivida pela dupla de empresários são cada vez mais comuns. Filhos de pais que cresceram com valores como estabilidade profissional e raízes geográficas fixadas, esses dois jovens representam a Geração Y ou Millennials. São os nascidos entre os anos de 1980 e 1994.

Como características, a postura questionadora, o pensamento global e a opção por experiências que transmitam significado. No campo econômico, a aposta em uma carreira contenha significado pessoal é uma marca que traz mais benefícios do que ônus, de acordo com o economista Luciano Araújo.

“É o que chamamos de círculo virtuoso. Quando uma pessoa abre mão de uma posição estável para transitar em um ambiente com mais doses de incerteza, como é o caso do empreendedorismo, a tendência é que fique muito mais vigilante, mais atento às ameaças. E isso, muitas vezes, garante ótimos resultados para a empresa”, explica o economista.

O segmento chamado de Economia Comportamental tem analisado as características da Geração Y – da qual Leticia e Marcelo fazem parte – e a atitude dos dois de romper com um futuro que parecia encaminhado para mergulhar em um projeto de vida faz todo sentido e é classificado como um “investimento positivo”.

“É uma análise até simplista. Se você gosta do que faz, se encontra um significado que não seja só “trabalhar, trabalhar, trabalhar”, sua dedicação será maior. Como mais dedicação, os resultados apareceram e o dinheiro também. É um tipo de investimento”, explica o economista.

A agora empresária Leticia corrobora a tese do especialista e se diz feliz com a decisão de mudar de vida e investir na própria felicidade.

“Decidimos investir aqui em 2017 e traçamos nosso plano de negócio para a inauguração em 2018, nesse momento em que a economia volta a se reaquecer. Decidimos empreender porque acreditamos no propósito do negócio. Acreditamos que, com planejamento e fazendo o que se acredita, o negócio prospera. A longo prazo, queremos expandir esse modelo de negócio atrelado à solidariedade e a projetos sociais para outros pontos e empresas”, acrescenta.

G1