X

Notícias

Com um a menos, Chape não suporta pressão e perde para o Justicia no final

Esportes, Internacional
-
29/06/2017 12:05

Expulsão de Girotto, logo aos 7 do segundo tempo, torna partida em ataque contra defesa. Verdão se segura como pode, mas Stefanelli decide partida aos 49. Decisão acontece dia 25, na Arena Condá

Andrei Girotto foi expulso no inicio do segundo tempo (Foto: REUTERS/Marcos Brindicci)
Legenda da foto

O clichê chega a ser irritante, mas o tal do “água mole em pedra dura…” castigou a Chapecoense no início da luta pelo bicampeonato da Copa Sul-Americana. Com um a menos durante quase todo segundo tempo, depois da expulsão de Girotto, o Verdão até conseguia espantar os problemas defensivos e segurar o 0 a 0 contra o Defensa y Justicia na noite desta quinta-feira, pela segunda fase, na Grande Buenos Aires. Conseguia até os 49 do segundo tempo, quando Stefanelli voou para fazer 1 a 0, decretar a quarta derrota consecutiva dos brasileiros e colocar os argentinos em vantagem.

Com a vitória, o Defensa y Justicia joga pelo empate, no próximo dia 25, na Arena Condá, para avançar às oitavas de final da Copa Sul-Americana. Quem se classificar terá pela frente Flamengo ou Palestino, que iniciam o confronto na próxima semana, em Santiago, no Chile. Agora, a Chape volta suas forças para o Brasileirão, onde busca a reabilitação contra o Fluminense, segunda-feira, às 20h (de Brasília), em Edson Passos.

O jogo

Um time bem mais equilibrado e compacto. Não que a Chapecoense tenha encantado, mas já foi muito mais organizada no primeiro tempo na Argentina do que nas últimas três partidas. Com os três homens de meio-campo e ataque bem próximos, o time se mandou para cima do Defensa y Justicia, mesmo como visitante, sem deixar espaços na defesa. Foram poucas as vezes que o goleiro Gabriel Arias trabalhou, é verdade – assim como Jandrei. Mas o que se viu nos 45 minutos iniciais foi um time seguro e que ditou o ritmo de jogo.

As melhores oportunidades, como de costume, surgiram em jogadas aéreas. Fosse nos laterais cobrados por Reinaldo ou pelos avanços de Apodi, a Chape tentou pressionar o Defensa, mas faltava poder de jogo. Os argentinos, por sua vez, tentavam encontrar espaços nas costas da zaga em lançamentos longos. Não deu certo, e a melhor oportunidade foi desperdiçada por Rivero após cobrança de escanteio.

O equilíbrio da etapa inicial se transformou em pressão total do Defensa y Justicia no segundo tempo. Com dois cartões amarelos em três minutos, Girotto foi expulso aos sete e os argentinos se mandaram para o ataque. Era tentativa de tudo quanto é jeito: chute de longe, bola aérea, jogada ensaiada. E a Chape se portava bem. Com toda equipe atrás da linha da bola, formava uma verdadeira barreira na entrada da área e impedia a criação de chances claras.

Nas poucas vezes em que conseguia finalizar, o time da casa encontrava um Jandrei seguro, por mais que não fosse necessário fazer nenhuma grande intervenção. Com campo para contra-atacar, Mancini avançou Apodi e colocou Diego Renan no lugar de Rossi. Faltou, no entanto, perna e oportunidade. E de tanto se defender, o castigo veio no minuto final, já aos 49, quando Stefanelli mergulhou na pequena área para fazer de cabeça: 1 a 0 Defensa. Justiça para quem ficou praticamente 45 minutos na área adversária.

GE/ Fronteira Online