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Delegação da Suécia reclama de estrutura e limpeza na Vila Olímpica e vai para hotel

Esportes, Rio 2016
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26/07/2016 11:05
Legenda da foto

Atletas suecos não quiseram ficar nos apartamentos e foram para hotéis. Delegação da Austrália e da Argentina também reclamaram das condições

Atletas da delegação da Suécia também reclamaram das instalações da Vila Olímpica, na Zona Oeste do Rio. Na madrugada desta terça-feira, 26, eles deixaram o local e reclamaram da estrutura dos apartamentos. A delegação se queixou da falta de limpeza e de problemas no acabamento dos apartamentos. Os atletas da Suécia foram de táxi para os hotéis onde vão passar os próximos dias, enquanto os ajustes são feitos.

No aeroporto Tom Jobim, atletas de vários outros países chegavam para ter o primeiro contato com a cidade. Nessa madrugada, quem também chegou em solo brasileiro foram os Cubanos. Eles desembarcaram na Vila Olímpica pouco antes das 3h.

Na manhã desta terça-feira, cerca de 600 operários, faxineiros, pedreiros, bombeiro hidráulico, funcionários da CEG estão trabalhando na Vila Olímpica para deixar tudo pronto para que as delegações da Austrália e da Suécia possam retornar.

Outras reclamações
O presidente do Comitê Olímpico Argentino (COA), Gerardo Werthein, disse nesta segunda-feira, 25, que a entidade reservou alojamentos fora da Vila Olímpica no Rio de Janeiro para parte da delegação, por problemas nas instalações de dois dos cinco andares reservados para a equipe.

“Os apartamentos, apesar de terminados por fora e parecerem terminados por dentro, quando são testados evidenciam alguns problemas que têm a ver basicamente com instalações hidráulicas e elétricas, que é o final da obra”, explicou o dirigente.

A delegação argentina é a segunda a fazer reclamações públicas sobre as condições da Vila: no domingo, o Comitê Olímpico da Austrália afirmou que o prédio reservado a seus atletas não era seguro.

“No nosso prédio temos cinco andares, dos quais pensamos que dois não vão estar habitáveis, embora o Comitê Organizador tenha garantido que vai concluir os consertos. Um dos edifícios mais afetados é o nosso, assim como o da Austrália. Não podemos correr nenhum risco, por isso alugamos apartamentos fora da Vila para acomodar a comissão técnica e os dirigentes e, assim, privilegiar o alojamento dos nossos atletas”, completou o argentino.

Werthein também disse que decidiram reforçar a equipe de transporte, com a contratação de veículos e motoristas, para tomar precauções e garantir o cuidado de atletas. “Temos que privilegiar a integridade e o cuidado dos atletas, por isso reforçamos a equipe de transporte para nossa delegação”, declarou.

O dirigente classificou como “muito boas” as outras instalações do complexo da Vila Olímpica.

“Os atletas, além de permanecer na Vila, também usam os serviços do ginásio e piscina, e os dias em que não treinam no campo de jogo, o fazem no ginásio, que está em boas condições e tem equipamento de primeiro nível. O refeitório da Vila está funcionando normalmente e sem problemas”, disse Werthein.

Melhoras no prédio da Austrália
Na tarde desta segunda-feira, o prefeito Eduardo Paes afirmou que o prédio destinado à delegação australiana era o pior da Vila Olímpica e que a situação no local já estava bem melhor. A prefeita da Vila, Janeth Arcain, também disse que os problemas no edifício da Austrália já foram resolvidos.

Chefe da delegação australiana, Kitty Chiller afirmou nesta segunda que já houve melhoras no prédio reservado para sua equipe, que deverá se mudar para o local na quarta-feira, 27. “Teve um fantástico progresso hoje. O trabalho que fizeram foi muito bom”, disse ela, acrescentando estar ansiosa para se encontrar com Paes, o que deve acontecer nesta semana.

Comitê promete resolver problemas até quinta-feira
Tudo estará pronto e em bom estado já nesta quinta-feira, 28.  Essa é a promessa do Comitê dos Jogos do Rio, depois das reclamações de delegações estrangeiras com relação os apartamentos da Vila Olímpica.

Os quenianos também foram velozes nas reclamações: “Por favor, consertem o nosso banheiro”, pediram em um bilhete. O problema virou assunto na imprensa internacional. Tantos transtornos exigiu a convocação de uma delegação inesperada: de eletricistas, encanadores e faxineiros – que agora, terão de ajeitar tudo em tempo recorde.

Os recém-chegados preferiram adotar um tom mais ameno: “Em nível de conforto básico, temos tudo. Temos água quente, cama, lençóis, tem tudo”, afirmou um atleta português.

A Vila Olímpica custou quase R$ 3 bilhões e foi construída pela Carvalho Hosken e Odebrecht, com recursos da Caixa. O governo federal e a prefeitura do RJ afirmaram que a responsabilidade, no momento, é do Comitê Organizador. “Não é uma área que a gente tenha que cuidar. A prefeitura, há três meses foi entregue a Vila pro Comitê Organizador, fez o check list, tava tudo bem encaminhado e não havia reclamações. Então são ajustes que têm que ser feitos”, declarou Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

A 11 dias dos Jogos 2016, 115 das 206 delegações já estão no Rio
Com a proximidade da abertura oficial para os Jogos, no dia 5 de agosto, aos poucos os países participantes vão chegando à cidade. Dos 206 países que participarão do evento, 115 chegaram na cidade até o fim de segunda-feira, 25.

O destino da maioria desses atletas é a Vila Olímpica, na Zona Oeste do Rio. A previsão é de que desembarquem no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, cerca de 1.500 pessoas, destes, 450 serão atletas. Ao pisarem no saguão do aeroporto, os turistas têm recebido uma calorosa recepção, que teve direito até a mascote.

G1/ Fronteira Online