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Em abertura de conferência da OMC, Temer critica protecionismo e diz que país deixou recessão ‘para trás’

Internacional, Notícias, Política
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10/12/2017 20:37

A uma plateia formada por líderes e ministros de outros países, ele citou a queda na taxa de juros e na inflação. Evento da Organização Mundial do Comércio ocorreu em Buenos Aires

Foto: Reprodução
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O presidente Michel Temer, em discurso neste domingo, 10, na abertura da Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), criticou o protecionismo como estratégia de desenvolvimento e citou números da economia brasileira que, segundo ele, deixou a recessão “para trás”.

O evento da OMC ocorreu em Buenos Aires e contou também com a presença de outros líderes mundiais, como o presidente da Argentina, Maurício Macri.

Em uma fala de cerca de 5 minutos, Temer se concentrou em defender o multilateralismo no comércio mundial e o papel da OMC como mediadora entre os países.

“Comércio e investimentos geram crescimento, emprego e prosperidade. A história nos ensinou que isolamento não é solução. É ilusório pensar que o protecionismo pode trazer desenvolvimento. O que de fato traz desenvolvimento é mais e mais integração. É em nome de mais integração que defendemos a OMC”, disse o presidente.

Para ele, “hoje, mais do que nunca”, é necessário preservar o sistema de comércio entre os países e a integração global.

Temer disse ainda que o Brasil tem uma “ambiciosa” agenda de crescimento e, para isso, pretende se envolver cada vez mais na cadeia de negócios internacional.

“O Brasil de hoje deixou para trás a recessão. Nossa economia se recupera, cria postos de trabalho, a produção industrial tem crescido, as taxas de juros recuaram para o menor patamar histórico, a inflação é a mais baixa em muitos anos”, afirmou Temer.

“Estamos levando adiante uma ambiciosa agenda de reformas para o Brasil, que envolve necessariamente maior e melhor inserção na economia global”, completou.

Comitiva presidencial

Temer deixou Brasília rumo a Buenos neste domingo e deve voltar no mesmo dia para a capital federal. Ele levou na comitiva do governo o novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Maruns (PMDB-MS), que ficará responsável pela articulação política do Palácio do Planalto no Congresso. Também viajou com o presidente o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

A ideia de Temer é aproveitar a viagem a Buenos Aires para afinar com os aliados as negociações para votar a reforma. Os próximos dias serão decisivos para o governo. Na quinta-feira, 14, devem começar os debates da matéria no plenário da Câmara. A votação está prevista para começar no dia 18.

O governo quer votar a reforma na Câmara ainda em 2017, por considerar a meta mais difícil em 2018, ano eleitoral. O Congresso entra de folga no dia 22 de dezembro e retorna em fevereiro.

G1