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Em vídeo mãe confessa agressões a bebê de quatro meses

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26/10/2016 16:43

Casal foi detido após levar a criança, com sinais claros de maus tratos, ao pronto atendimento de um hospital

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Nesta última sexta-feira, 21, o casal Igor do Amaral Dias, de 20 anos, e Bárbara Santos Oliveira, de 18 anos, foram detidos sob a acusação de torturar a própria filha de apenas quatro meses de vida, em Santo André, no ABC paulista. Segundo a Polícia Militar, que foi chamada para registrar o caso, as agressões só foram descobertas por que o casal teria levado a bebê ao pronto atendimento no hospital do bairro Cidade São Jorge.

Os médicos que atenderam a lactente perceberam sinais claros de maus tratos, diante das evidências de violência, a polícia foi chamada e o casal de jovens preso em flagrante.

De acordo com os médico a menina apresentava inúmeras lesões, estava com os pés e braços quebrados, apresentava sinais de queimaduras de cigarro, hematomas e equimoses na cabeça, o nariz achatado e com sangue, ferimentos na sola dos pés, e possíveis lesões na genitália. Exames de Raio-X teriam demonstrado aos profissionais de saúde lesões ósseas mais antigas, o que sinaliza que as supostas agressões vinha ocorrendo há mais tempo.

Em um vídeo gravado na delegacia a mãe acusada demonstra sinais de frieza ao tocar no assunto. No vídeo, Bárbara, admite que não tinha paciência com a bebê e que realmente a agredira, reproduzindo inclusive os gestos das agressões. Ao ser questionada sobre o afundamento no nariz da criança, a mãe relatou, que ela teve duas quedas.

Os policiais questionaram o porquê das agressões, e a mulher disse que teve uma rejeição muito forte quando a criança nasceu. Ela também admitiu que o marido, Igor, também bateu na criança.

Os dois foram indiciados por crime de tortura. Já o bebê permanece hospitalizado, sob os cuidados de terapia intensiva no hospital regional. Seu estado de saúde é estável.

O local onde a criança vivia passou por perícia do Instituto de Criminalística e a menor foi submetida a exames no IML.

Testemunhas e vizinhos relataram que o casal não permitia que ninguém fosse na residência deles e confirmaram que havia, sim, agressões contra a incapaz.

A promotoria da Infância e Juventude deverá decidir com quem ficará a guarda da menor após ela receber alta hospitalar.

BlastingNews/ Fronteira Online