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Ex-vereador de Guarujá do Sul é preso suspeito de vender mercadorias roubadas no PR

Notícias, Policial
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18/10/2018 11:11

Léo Mario Sabadin, que residia e foi vereador em Guarujá do Sul, está preso sem direito a fiança e ainda foi multado em R$ 108 mil pela Receita Estadual

(Empresário foi preso e encaminhado à delegacia. Foto: Delair Garcia)
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Um empresário, dono de uma loja recém-inaugurada, foi detido em flagrante por vender mercadorias roubadas, na manhã de terça-feira, 16, no centro de Apucarana no PR.

Léo Mario Sabadin, que residia e foi vereador em Guarujá do Sul, está preso sem direito a fiança e ainda foi multado em R$ 108 mil pela Receita Estadual. A Polícia Civil fiscalizou o estabelecimento após denúncia.

De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, o dono do contêiner roubado, avaliado em R$ 100 mil, recebeu informação de que os produtos estavam sendo vendidos na rede Máximo 12, que também tem lojas em Cianorte e Campo Mourão. No local, a polícia constatou que o proprietário estava comercializando as mercadorias sem nota fiscal.

“Houve crime de receptação por essa rede dessa loja. Daqui uns dias estarão vendendo a R$ 6, porque coisa roubada é fácil de vender barato”, disse o delegado sobre o estabelecimento que vende produtos com preço máximo de R$ 12.

Conforme a Polícia Civil, no roubo os bandidos levaram um contêiner com 120 caixas cheias de mercadorias. Os criminosos clonaram o caminhão, documentação e até a Carteira Nacional de Habilitação do motorista, entraram no Porto Seco de Cascavel e roubaram as mercadorias fabricadas na China.

Sonegação de impostos

Além da receptação, a polícia também constatou que o empresário não possui alvará de funcionamento. “A loja está sonegando impostos. Não está sendo recolhido nenhum centavo de ICMS para Apucarana porque nem alvará tem”, revela o delegado que também acionou a Receita Estadual. As mercadorias roubadas foram apreendidas.

Léo Mario, proprietário da loja, reconheceu durante entrevista coletiva que errou ao vender mercadoria sem nota fiscal. Contudo, afirmou que não sabia sobre a procedência.

“Comprei a mercadoria e o cara prometeu que mandaria a nota. Mandei vários e-mails cobrando a nota. Eu não sou marginal, não tenho passagem na polícia. Eu sou inocente não sabia que era roubado. Sei do meu erro por estar vendendo a mercadoria. E sobre o alvará, existe uma grande burocracia para ceder esse documento”, disse o empresário que foi preso e encaminhado à delegacia.

TN Online/ R Peperi