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Experiências ruins no ano alertam Palmeiras: veja pontos fortes do Cruzeiro

Esportes, Nacional
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30/10/2017 10:19

Verdão enfrentou rival mineiro em três oportunidades em 2017 e ainda não venceu

Por Felipe Zito
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Palmeiras e Cruzeiro repetirão nesta segunda-feira, às 20h (de Brasília), na arena alviverde, o duelo entre os Palestras de São Paulo e de Minas Gerais pela quarta vez em 2017.

Depois de dois empates (3 a 3 e 1 a 1) que culminaram na eliminação na Copa do Brasil e de uma derrota (3 a 1) no Brasileirão, o Verdão, agora com Alberto Valentim como treinador, tenta vencer pela primeira vez o rival de Belo Horizonte. E será justamente em um momento decisivo do campeonato.

Dada a aproximação ao líder Corinthians, o Verdão encara o duelo contra os cruzeirenses como mais uma decisão. Internamente, o discurso é de manter o foco “jogo a jogo”, com uma vaga no G-4 como meta. Mas a sequência de três vitórias fez a torcida voltar a acreditar no título, ainda mais depois da derrota do líder Corinthians para a Ponte Preta, no sábado, o que faz o Verdão depender apenas de si para ficar com a taça.

Ao longo dos encontros com a Raposa em 2017, o Palmeiras foi se modificando. Mas em peças e alguns conceitos, não no desenho tático inicial. Sempre com três atacantes, o Verdão de Cuca manteve uma base com Dudu, Róger Guedes e Willian – o artilheiro só deu lugar a Borja recentemente por causa de lesão, o que deve ser repetido nesta noite.

As laterais palmeirenses tiveram Fabiano, Mayke, Jean, Egídio, Zé Roberto, Michel Bastos e até Tchê Tchê. No meio-campo, Felipe Melo foi utilizado como titular pela última vez justamente contra o Cruzeiro, no jogo de volta da Copa do Brasil que foi o estopim para o atrito com Cuca e resultou no seu afastamento. Agora com Valentim, a ideia é ter neste setor um time mais ágil e com maior poder de decisão.

Mas o que o Palmeiras precisa fazer de diferente contra o Cruzeiro para somar três pontos e se manter na briga? O Cruzeiro soube aproveitar bem o contragolpe no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Em jogadas de velocidade pelos lados do campo, conseguiu abrir 3 a 0 no primeiro tempo. Na ocasião, Alisson e Thiago Neves se destacaram contra Fabiano e Zé Roberto. Tanto que Cuca, na ocasião, mexeu no time, deslocando Tchê Tchê para a direita e colocando Egídio na esquerda.
Como sabe aproveitar bem as jogadas pelo lado e conta com armadores de qualidade, o Cruzeiro conseguiu desmontar o sistema defensivo palmeirense em lances decisivos nos três jogos de 2017. No único jogo disputado em São Paulo, pela Copa do Brasil, o time de Cuca teve grandes problemas na marcação com os volantes e laterais, o que obrigou os zagueiros a deixar espaços para fazer a cobertura.

Em Minas, no jogo de volta das quartas de final, na base da pressão, Diogo Barbosa se aproveitou de bobeada de Mina para cabecear. No duelo válido pelo Brasileirão, no Mineirão, erros custaram ao Verdão o primeiro e o terceiro gols.

Poder ofensivo
Alisson, Elber, Raniel, Robinho, Thiago Neves, Arrascaeta, Rafael Sobis, Rafael Marques, Sassá… Não são poucas as opções ofensivas do Cruzeiro, que saiu na frente em dois dos três encontros. A exceção foi o duelo de volta da Copa do Brasil, quando Keno abriu o placar, e Diego Barbosa marcou o gol da classificação nos minutos finais.

Sem pressão
Depois de confirmar o título da Copa do Brasil diante do Flamengo, o Cruzeiro subiu de produção e chegou até a ocupar a vice-liderança do Brasileirão. Mas as derrotas para Coritiba e Atlético-MG afastaram a equipe da perseguição ao Corinthians. Já garantido na Libertadores, o time enfrenta as últimas rodadas sem pressão.

GE