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Ford Ka recebe zero estrela em teste de colisão

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25/10/2017 15:21

Compacto da Ford tinha conseguido 4 estrelas em 2015, mas não foi bem com padrões mais rigorosos em prática desde 2016

Ford Ka+ em teste de colisão do Latin NCap (Foto: Divulgação)
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Depois de conseguir 4 estrelas em 2015, o Ford Ka foi testado novamente pelo Latin NCap, com padrões mais rigorosos, e agora recebeu zero estrela de proteção para passageiros adultos, principalmente por causa do novo teste de impacto lateral.

“O Ka apresentou um desempenho pobre no teste de impacto lateral, mostrando níveis altos de lesões no peito do ocupante adulto, penetração profunda do pilar B no habitáculo e abertura da porta”, afirmou a entidade.

Para a proteção de crianças, o Ka obteve 3 estrelas. “Contudo, o modelo não oferece cintos de três pontos em todas as posições, a sinalização de ancoragens Isofix é deficiente e não conta com a possibilidade de desligar o airbag do passageiro”, disse o Latin NCap.

Os quesitos de avaliação do Latin NCap ficaram mais exigentes em 2016, passando a adotar também batidas laterais, o que fez modelos perderem estrelas conquistadas com o protocolo antigo. É o caso de Chevrolet Onix, Fiat Palio, Peugeot 208, Nissan March e Versa.

Em nota, a Ford afirmou que o Ka está disponível no Brasil desde 1997 e “cumpre integralmente com a respectiva legislação brasileira”.

“O Ka também oferece equipamentos de série que vão além das exigências locais de segurança, como distribuição eletrônica de freios (EBD), Isofix (para ancoragem de bebê conforto), encosto de cabeça e cinto de segurança de três pontos no banco traseiro central e lembrete de uso do cinto de segurança para o banco do motorista.”

No resultado, o Latin NCap cita uma norma da Organização das Nações Unidas (ONU) de 1995, que exige barra de proteção lateral nos carros, mas a legislação brasileira não tem esse requisito.

Ainda em tramitação, um projeto de lei de 2014 pretende incluir o equipamento de proteção nas regras básicas.

Na Europa, o Ka conseguiu 3 estrelas, mas é um pouco diferente que o brasileiro, principalmente nos itens de segurança. Por lá, ele possui barras laterais, seis airbags e controle de tração e estabilidade de série.

“É necessário, de forma urgente, contar com ações comprometidas por parte dos governos para eliminar o flagelo dos carros zero estrela da região (da América Latina)”, afirmou Ricardo Rubio, presidente da comissão diretiva do Latin NCap.

“Sem as regulamentações adequadas, os fabricantes podem vender veículos inseguros que não poderiam vender na Europa, na Austrália, no Japão ou na América do Norte.”

Nas colisões laterais, o carro recebe um impacto de lado por meio de uma barreira deformável montada em um carro padronizado de 850 kg, que se desloca a 50 km/h.

Esse tipo de teste era opcional até 2015: só era feito se a montadora quisesse. Agora, ele inclui também bonecos “crianças” e seus devidos suportes.

Além disso, o controle eletrônico de estabilidade e o teste de poste viraram requisitos para ter a avaliação máxima. De acordo com a nova regra, ter 4 estrelas significa que o veículo mostrou bom desempenho em impacto frontal e lateral e passou no teste ESC.

Caso um modelo tenha conseguido zero estrela no impacto frontal, a entidade nem testa o impacto lateral, dando um resultado total de zero.

Mesmo no teste de impacto frontal, o Latin NCap é mais rígido do que a lei dos principais mercados. Ele é feito com o veículo a 64 km/h, enquanto, na Europa, a velocidade é de 56 km/h. Apenas 40% do carro colide com a barreira nesses dois testes. Nos EUA, a colisão é de 100%, a 48 km/h.

G1