X

Notícias

Funk cresceu mais de 3.000% no streaming fora do Brasil desde 2016

Lazer
-
30/05/2018 09:49

EUA lideram lista dos países que mais ouvem o gênero no exterior, mostra levantamento do Spotify. Consumo também aumentou fora do eixo Rio-SP; veja rankings

Anitta é artista mais ouvida do funk fora do Brasil; 'Vai malandra' tem o melhor desempenho do gênero no mundo (Foto: Divulgação)
Legenda da foto

O consumo de playlists de funk brasileiro aumentou 3.421% fora do país nos últimos dois anos, mostra um levantamento do Spotify sobre a internacionalização do gênero. O crescimento global – incluindo o Brasil – foi de 4.694% desde 2016.

O aplicativo tem 13 playlists oficiais dedicadas ao ritmo. Uma das principais, a “Mother Funk”, é promovida apenas no exterior.

Os Estados Unidos lideram a lista dos países que mais ouvem funk fora do Brasil. Portugal e Argentina aparecem em seguida. Um mapa de calor elaborado pela plataforma mostra o crescimento do gênero no exterior ao longo do tempo.

Países que mais ouvem funk fora do Brasil

Estados Unidos
Portugal
Argentina
Paraguai
Reino Unido
França
Chile
Espanha
Canadá
10ºItália

Fonte: Spotify

A explosão de parcerias entre funkeiros brasileiros e artistas internacionais é um dos fatores que ajudam a explicar a internacionalização, segundo o líder editorial da empresa no Brasil, Bruno Telloli.

Até agora, o funk mais ouvido fora do Brasil em 2018 é “Bum bum tam tam”, de MC Fioti. Em dezembro de 2017, a música ganhou uma versão trilíngue, com participação do colombiano J. Balvin e do rapper americano Future.

Artistas de funk mais populares no streaming fora do Brasil

201620172018
1º – Dennis DJ1º – Anitta1º – Anitta
2º – Anitta2º – MC Kevinho2º – MC Fioti
3º – MC João3º – MC Fioti3º – MC Kevinho
4º – MC Delano4º – MC G154º – MC Zaac
5º – MC Koringa5º – Dennis DJ5º – DJ Yuri Martins
6º – Nego do Borel6º – Nego do Borel6º – Dennis DJ
7º – Mc’s Zaac & Jerry Smith7º – MC Zaac7º – Nego do Borel
8º – Ludmilla8º – MC Lan8º – MC G15
9º – MC Livinho9º – MC Livinho9º – MC Jhowzinho e MC Kadinho
10º – MC Bin Laden10º – MC’s Zaac & Jerry Smith10º – Jerry Smith

Fonte: Spotify

A faixa do gênero mais ouvida globalmente na história da plataforma também é uma colaboração internacional: “Vai malandra”, de Anitta com MC Zaac, Tropkillaz, DJ Yuri Martins e o rapper americano Maejor.

Funks mais ouvidos do mundo na história do Spotify

Anitta – “Vai malandra” (com MC Zaac, Tropkillaz, DJ Yuri Martins e Maejor)
MC Kevinho – “Olha a explosão”
Nego do Borel – “Você partiu meu coração” (com Anitta e Wesley Safadão)
MC Jhowzinho e MC Kadinho – “Agora vai sentar”
MC Zaac – “Vai embrazando”
MC Fioti – “Bum bum tam tam”
Dennis DJ – “Malandramente”
MC G15 – “Deu onda”
MC G15 – “Cara bacana”
10ºMc Léléto – “Automaticamente”

Fonte: Spotify

Do ‘caô’ ao ‘escamoso’

O funk brasileiro começou a descer os morros do Rio de Janeiro entre o fim dos anos 1980 e início de 90. O DJ Marlboro, considerado um dos criadores do gênero no Brasil, foi o principal responsável por levar o ritmo dos bailes às discotecas de elite.

Anos mais tarde, o funk melody de Claudinho & Buchecha e dos MCs Marcinho e Leozinho chegou às rádios e à televisão, graças às letras melosas e quase sem apelo sexual.

Hoje, enquanto produtores de São Paulo tentam emplacar sua própria era melody, outras regiões do Brasil passam a ter produção relevante no gênero. “Envolvimento”, de MC Loma, um dos hits do carnaval deste ano, saiu de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco.

“Amor falso”, do paraibano Aldair Playboy, já é a segunda faixa mais escutada do Brasil no Spotify e ganhou uma versão com Wesley Safadão e MC Kevinho. A música é a mais bem-sucedida representante da união entre o funk e o arrocha do Nordeste, que já chega às paradas do Sudeste.

O consumo do ritmo fora do eixo Rio-São Paulo também aumentou, mostra o levantamento. O maior crescimento foi registrado no Paraná (135,1%), seguido por Tocantins (131.7%) e Rondônia (123%).

O Spotify tem 170 milhões de usuários ativos em 65 países. A empresa não divulga o número de usuários no Brasil.

G1