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Investigação mostra ‘reais causas’ de alto preço do pedágio no Paraná

Justiça, Notícias
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22/02/2018 10:59

Nova etapa foi deflagrada nesta quinta-feira; seis pessoas foram presas

Coletiva sobre a 48ª fase da Lava Jato ocorre na manhã desta quinta-feira (22), em Curitiba (Foto: Alana Fonseca/G1)
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O procurador do Ministério Público Federal (MPF) Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que a 48ª fase da Operação Lava Jato tenta mostrar as “reais causas” do usuário pagar preços tão elevados pelo serviço público e que a privatização não leva, necessariamente, ao fim da corrupção.

“Tentativa de investigar uma ferida aberta no estado do Paraná que são as altas tarifas”, disse Carlos Fernandes Santos Lima durante a coletiva de imprensa realizada nesta manhã.

A nova etapa Lava Jato, batizada de Integração, foi deflagrada nesta quinta-feira, 22. Seis pessoas foram presas temporariamente. Um dos presos é o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR), Nelson Leal.

Esta nova estapa da operação, conforme a Polícia Federal (PF), apura corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias do Paraná.

Segundo Diogo Castor de Mattos, outro procurador do MPF, não há nenhum indicativo de participação do governador Beto Richa (PSDB) nos fatos relacionados. Há suspeita, ainda segundo o Diogo Castor de Mattos, que esse esquema se reproduza em outros estados.

“A tarifa é extremamente alta e boa parte é desviada para propósito que não o interesse público”, afirmou Diogo Castor de Mattos.

Pedágio

As perícias técnicas realizadas pelo MPF apontaram superfaturamento nos valores das obras das concessionárias.

Um laudo técnico, que usou como parâmetro a tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), da Caixa Econômica Federal, mostrou que o sobre preço de itens da planilha chegou a 89% em relação ao valor de mercado.

Apesar de existir uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) e um estudo técnico que recomendava a redução da tarifa em 18%, a Econorte foi favorecida por dois termos aditivos e um termo de ajuste que aumentaram a tarifa paga pelo usuário em mais de 25%.

O G1 tenta contato com a Econorte para comentar o caso.

Busca e apreensão na Casa Civil

No início da manhã, a Casa Civil – que fica no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná –, foi alvo de mandado de busca e apreensão. O delegado Igor Romário de Paula afirmou que essa busca foi “limitada à mesa de trabalho” de um dos investigados: Carlos Nasser.

Carlos Nasser é funcionário com cargo em comissão da Casa Civil, além de ser considerado homem de confiança de Beto Richa.

G1