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Jovem vai a delegacia registrar roubo e é preso por homicídio

Notícias, Policial
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15/08/2017 10:57

Segundo a polícia, ele deixou documentos caírem após matar rival, mas alegou que tinha sido assaltado. Banco de dados revelou 'coincidência' e, ao ser questionado, ele confessou vingança

Foto: Imagem Ilustrativa
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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu no último domingo, 13, um jovem suspeito de matar um rapaz de 22 anos no Recanto das Emas. O suspeito foi detido quando tentava registrar ocorrência por roubo na delegacia. Em depoimento, ele confessou o crime e disse que estava se vingando da morte do irmão, no ano passado.

O crime foi cometido na quadra 801 do Recanto das Emas, no início da manhã de domingo. No local, testemunhas contaram que o suspeito tinha deixado cair, ali perto, a carteira de identidade e o documento da moto usada no crime.

Ao cruzar os dados no sistema da Polícia Civil, os investigadores descobriram que o homem morto também era investigado, desde 2016, por homicídio. Além disso, a suposta vítima era irmã do homem identificado nos documentos.

À tarde, o suspeito foi à 27ª DP (Recanto das Emas) para registrar um boletim de ocorrência, e disse que tinha perdido os documentos ao ser assaltado em uma parada de ônibus. Ele chegou a ser liberado mas, em seguida, teve de voltar à delegacia para prestar novo depoimento.

Segundo os policiais, durante o interrogatório, ele confessou o homicídio e disse que agiu por vingança. O G1 perguntou, mas a Polícia Civil não informou para onde o suspeito seria levado, “para não atrapalhar as investigações”.

O crime

Por volta das 10h deste domingo, o jovem de 22 anos estava em frente a um mercado no Recanto das Emas quando dois homens chegaram em uma motocicleta. Segundo a polícia, um deles atirou contra a vítima várias vezes.

Quando os policiais chegaram ao local, um homem entregou aos investigadores os documentos que os supostos assassinos teriam deixado cair durante a fuga. Após a prisão, um dos suspeitos revelou a identidade do outro suspeito à Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, ele continuava foragido.

G1