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Juliana Alves faz relato após parto humanizado e mostra vídeo do nascimento da filha

Pais e Filhos
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10/10/2017 15:17

'A dor parece mesmo insuportável. Mas não é', relata a atriz, que deu à luz Yolanda em 21 de setembro

Foto: Reprodução/Facebook
Legenda da foto

Juliana Alves publicou um longo texto em seu Facebook para relatar o parto humanizado. A atriz deu à luz Yolanda, sua primeira filha com o diretor Ernani Nunes, em 21 de setembro.

Junto ao emocionante texto, Juliana compartilhou um vídeo que mostra o trabalho de parto e o nascimento da bebê, que veio ao mundo ao som da música “Iolanda”.

1 da manhã a bolsa estourouEu não tive pressa porque sabia que dependia das contrações… e em seguida, acabei sendo surpreendida por contrações já fortes e ritmadas Avisei a obstetra e a doula, que veio pra minha casa na intenção de fazer um trabalho de pre parto, com exercícios na bola, massagens, banho quente, o q fosse preciso pra me preparar e para irmos pra maternidade apenas quando estivesse muito próximo do trabalho de parto ativo, o parto propriamente dito…Mas no meu caso, não houve este tempo, porque as contrações já vieram muito intensas e eu confesso q me assustei um pouco… eu não consegui pegar minha roupa, bolsa, eu não conseguia mais fazer nada… Meu marido pegou minha roupa, a doula me ajudou a vestir enquanto ele colocava tudo as pressas no carro e fomos… Eu gritava de dor a caminho da maternidade em intervalos de menos de 5 min Chegando lá, encontramos nossa obstetra que já estava tudo como combinado previamente, num plano de parto o mais humanizado possível dentro de uma maternidade( uma sala com banheira, o tal gancho que eu sabia que usaria no teto pra eu puxar um pano, enquanto fazia força, pouca luz, conversa previa com pediatra) E minhas contrações foram se intensificando e os intervalos diminuindo. Eu não achava nenhuma posição menos dolorosa, não existia um jeito… a gente tinha q descobrir ali. Eu havia "aprendido " como respirar mas na hora da dor intensa, parecia que eu não sabia nada… como a minha doula Luciana havia avisado, eu entrei na " partolandia"… rsE minha consciência se dividia entre a aquele espaço físico ali e um outro mundo onde eu precisava acessar pra me concentrar no que importa e buscar forças… Passaram- se horas de contrações fortíssimas e a minha obstetra Viviane me orientava como conduzir a respiração e como fazer a força certa para ajudar minha filha a descer… Era uma voz firme e segura que me chamava pra responsabilidade e me lembrava que "quem faz o parto sou eu", eu tinha que parir!Também tinha uma vozinha doce e fraternal, da assistente dela de dizia como poesia " traz ela pra gente, traz a Yolanda, traz, Ju! ".E minha doula Luciana, que cuidava de entender o que meu corpo pedia, quando eu não conseguia ser clara com as palavras, dizia com sua voz suave palavras de incentivo e cumplicidade e cuidava pra minha natureza permitir que tudo fluísse bem… As vezes, quando um pensamento de dúvida se eu conseguiria, vinha, ela chegava junto me lembrando que força necessária para isso, vem dessa minha natureza!E que era muito importante deixar a natureza agir. Já era de manhã, eu olhava pro relógio e parecia estar sonhando, eu tinha uns " desmaios" de exaustão e nessa hora, o meu marido, que desde o início estava super presente e participativo, começou a falar mais alto, me tocar mais e praticamente respirar junto comigo… ERA PRECISO USAR A DOR A NOSSO FAVOR.Fizemos diversas posições, na banheira, de cócoras, semi deitada, puxando pano amarrado no teto e no final, pari com "mix de todas as posições", numa engenharia muito louca e eficiente pra mim, encontrada depois de horas e horas de trabalho intenso de parto!Quando eu já tinha a dilatação necessária pra minha filha sair, eu achava que não teria mais condições de suportar a dor das contrações e continuar a usar a força pra conduzi-la. Nessa hora, minha mão direita agarrava a blusa do Ernani, a esquerda agarrava uma barra e a mente agarrava o amor pela vida dela e o desejo de trazê-la ao mundo…E é esse amor que faz você finalmente entender tudo… A dor parece mesmo insuportável. Mas não é! Na hora que eu escutei " já estamos vendo a cabecinha dela, Ju! Nossa! Como ela é cabeluda!… Vai ju!!!Eu fui de vez pra " partolândia" e não senti mais dor nenhuma dor! Entendi o que é USAR A DOR A FAVOR( Alguém já tinha colocado nossa playlist pra tocar. E nessa hora, tocava a musica "Iolanda" versão "A ˜Quatro Vozes") Ernani se conseguiu se desgarrar do meu apertão e a médica liberou Yolanda e ele terminou de retirá-la… Como combinado com a pediatra, ele trouxe ela pros meus braços e eu tive finalmente recompensa que minimizou todas aquelas horas de dor, fez valer todos os meses e até anos de espera…Valeu cada minuto! Pra sentir a pele dela encontrar meu colo e sua boca encontrar meu seio ainda com o cordão nos unindo!… Ali ficamos unidas por um bom tempo!… Nossa! Como seu grata a esta equipe liderada pela dra Viviane, que me ajudou a realizar este sonho!Com muito respeito, carinho, cumplicidade, profissionalismo, humanidade e muito amor de todos.E hoje, minha admiração pelo companheiro que tenho aumentou. Pelas horas de prova de puro amor e dedicação dele no NOSSO trabalho de parto.** Compartilho essa experiência e até me exponho mais do que o habitual porque acredito que assim posso encorajar outras mulheres a buscar mais informações para conseguirem ter uma experiência de parto mais humanizado e saudável para si e para seu bebê.É claro que sem radicalismo. É importante avaliar cada caso e as necessidades de cada parto. Porque o mais importante é " nascer com amor" e nascer saudável!Dra Viviane Rego obstetraDoula Luciana Nascer com AmorDra Daniela Riccio pediatraVídeo Camera Mágica

Publicado por Juliana Alves em Sexta, 6 de outubro de 2017

“Passaram-se horas de contrações fortíssimas e a minha obstetra Viviane me orientava como conduzir a respiração e como fazer a força certa para ajudar minha filha a descer… Era uma voz firme e segura que me chamava pra responsabilidade e me lembrava que ‘quem faz o parto sou eu’, eu tinha que parir”, escreveu Juliana, que ainda relatou: “A dor parece mesmo insuportável. Mas não é”.

Ao final do texto, Juliana explicou que compartilhou sua experiência por acreditar que isso possa encorajar outras mulheres a buscar mais informações para conseguirem ter uma experiência de parto mais humanizado e saudável para si e para seu bebê. “É claro que sem radicalismo. É importante avaliar cada caso e as necessidades de cada parto. Porque o mais importante é ‘nascer com amor’ e nascer saudável”, afirmou: “a dor parece mesmo insuportável. Mas não é”.

Veja o texto na íntegra:

“1 da manhã a bolsa estourou. Eu não tive pressa porque sabia que dependia das contrações… e em seguida, acabei sendo surpreendida por contrações já fortes e ritmadas. Avisei a obstetra e a doula, que veio pra minha casa na intenção de fazer um trabalho de pre parto, com exercícios na bola, massagens, banho quente, o q fosse preciso pra me preparar e para irmos pra maternidade apenas quando estivesse muito próximo do trabalho de parto ativo, o parto propriamente dito…

Mas no meu caso, não houve este tempo, porque as contrações já vieram muito intensas e eu confesso q me assustei um pouco… Eu não consegui pegar minha roupa, bolsa, eu não conseguia mais fazer nada… Meu marido pegou minha roupa, a doula me ajudou a vestir enquanto ele colocava tudo as pressas no carro e fomos… Eu gritava de dor a caminho da maternidade em intervalos de menos de 5 minutos.

Chegando lá, encontramos nossa obstetra que já estava tudo como combinado previamente, num plano de parto o mais humanizado possível dentro de uma maternidade (uma sala com banheira, o tal gancho que eu sabia que usaria no teto pra eu puxar um pano, enquanto fazia força, pouca luz, conversa previa com pediatra) E minhas contrações foram se intensificando e os intervalos diminuindo. Eu não achava nenhuma posição menos dolorosa, não existia um jeito… a gente tinha que descobrir ali.

Eu havia “aprendido” como respirar mas na hora da dor intensa, parecia que eu não sabia nada… como a minha doula Luciana havia avisado, eu entrei na ‘partolandia’… rs

E minha consciência se dividia entre a aquele espaço físico ali e um outro mundo onde eu precisava acessar pra me concentrar no que importa e buscar forças…

Passaram-se horas de contrações fortíssimas e a minha obstetra Viviane me orientava como conduzir a respiração e como fazer a força certa para ajudar minha filha a descer… Era uma voz firme e segura que me chamava pra responsabilidade e me lembrava que ‘quem faz o parto sou eu’, eu tinha que parir!

Também tinha uma vozinha doce e fraternal, da assistente dela de dizia como poesia ‘traz ela pra gente, traz a Yolanda, traz, Ju!’.

E minha doula Luciana, que cuidava de entender o que meu corpo pedia, quando eu não conseguia ser clara com as palavras, dizia com sua voz suave palavras de incentivo e cumplicidade e cuidava pra minha natureza permitir que tudo fluísse bem…

Às vezes, quando um pensamento de dúvida se eu conseguiria, vinha, ela chegava junto me lembrando que força necessária para isso, vem dessa minha natureza! E que era muito importante deixar a natureza agir.

Já era de manhã, eu olhava pro relógio e parecia estar sonhando, eu tinha uns ‘desmaios’ de exaustão e nessa hora, o meu marido, que desde o início estava super presente e participativo, começou a falar mais alto, me tocar mais e praticamente respirar junto comigo… Era preciso usar a dor a nosso favor.

Fizemos diversas posições, na banheira, de cócoras, semi deitada, puxando pano amarrado no teto e no final, pari com ‘mix de todas as posições’, numa engenharia muito louca e eficiente pra mim, encontrada depois de horas e horas de trabalho intenso de parto!

Quando eu já tinha a dilatação necessária pra minha filha sair, eu achava que não teria mais condições de suportar a dor das contrações e continuar a usar a força pra conduzi-la.

Nessa hora, minha mão direita agarrava a blusa do Ernani, a esquerda agarrava uma barra e a mente agarrava o amor pela vida dela e o desejo de trazê-la ao mundo… E é esse amor que faz você finalmente entender tudo… A dor parece mesmo insuportável. Mas não é!

Na hora que eu escutei ‘já estamos vendo a cabecinha dela, Ju’! Nossa! Como ela é cabeluda!… Vai ju!!! Eu fui de vez pra ‘partolândia’ e não senti mais dor nenhuma dor! Entendi o que é usar a dor a favor. (Alguém já tinha colocado nossa playlist pra tocar. E nessa hora, tocava a musica “Iolanda” versão “A Quatro Vozes”)

Ernani se conseguiu se desgarrar do meu apertão e a médica liberou Yolanda e ele terminou de retirá-la… Como combinado com a pediatra, ele trouxe ela pros meus braços e eu tive finalmente recompensa que minimizou todas aquelas horas de dor, fez valer todos os meses e até anos de espera…

Valeu cada minuto! Pra sentir a pele dela encontrar meu colo e sua boca encontrar meu seio ainda com o cordão nos unindo!… Ali ficamos unidas por um bom tempo! Nossa! Como seu grata a esta equipe liderada pela dra Viviane, que me ajudou a realizar este sonho! Com muito respeito, carinho, cumplicidade, profissionalismo, humanidade e muito amor de todos.

E hoje, minha admiração pelo companheiro que tenho aumentou. Pelas horas de prova de puro amor e dedicação dele no nosso trabalho de parto.

G1