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LeBron se recusa a chamar Trump de presidente e alfineta: “Tenta nos dividir”

Esportes, Internacional
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26/09/2017 11:06

Estrela do Cleveland Cavaliers, LeBron James afirmou que ficou irritado com postura polêmica do presidente americano Donald Trump a protestos na NFL

SporTV.com
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Astro da NBA, LeBron James voltou a fazer duras críticas ao republicano Donald Trump, sem mencionar o nome do presidente americano, pelas declarações polêmicas que fez sobre os protestos em massa dos jogadores da NFL neste fim de semana. A estrela do Cleveland Cavaliers participou de um evento da apresentação dos jogadores nesta segunda-feira, rasgou elogios pelo posicionamento dos atletas do futebol americano e ainda explicou a importância do movimento no mundo dos esportes.

– Não é sobre o desrespeito à bandeira, aos militares ou às pessoas que serviram. É sobre a igualdade, ter opções e a liberdade de falar sobre coisas que eles não acham justas. Eu saúdo a NFL, os jogadores, os treinos, os donos e os fãs… foi inacreditável. Havia solidariedade. Não houve divisão, nem mesmo vindo desse cara que tenta nos dividir como pessoas. Como eu disse em algumas de minhas plataformas de redes sociais há alguns dias, a coisa que meio que me frustrou e me irritou um pouco foi que ele usou uma plataforma esportiva para tentar nos dividir – afirmou LeBron durante coletiva de imprensa.

Durante o evento, o atleta se recusou a falar o nome do presidente dos EUA, explicando que não acredita que ele é o único que comanda o país. Questionado sobre o vídeo que postou neste sábado, o astro do basquete também disse que não se arrepende de chamar Trump de “vagabundo” nas redes sociais, depois da retirada do convite aos Warriors, campeões da NBA na última temporada.

– (São) as pessoas que comandam esse país, não é um indivíduo. E com certeza, não é ele – alfinetou o atleta.

– Um dos direitos fundamentais deste país é fundado na liberdade de expressão e nós temos uma longa tradição de protestos pacíficos. Aqueles que exercem o direito de se expressar pacificamente não deveriam ser demonizados. Em um momento crescente de divisão e ódio neste país, devemos procurar formas de trabalharmos juntos e nos apois, não criar mais divisão – afirmou.

Quem também se pronunciou através de um comunicado, foi Michael Jordan. A lenda do esporte ressaltou que apoia os atletas que desejarem protestar e lembrou da importância do direito de expressão nos EUA ao jornal “Charlotte Observer”.

– Um dos direitos fundamentais em que este país se baseia foi a liberdade de expressão, e temos uma longa tradição de protesto pacífico e não-violento. Aqueles que exercem o direito de se expressar pacificamente não devem ser demonizados. Em um momento crescente de divisão e ódio neste país, devemos procurar formas de trabalharmos juntos e nos apois, não criar mais divisão. Eu apoio Adam Silver, a NBA, seus jogadores e todos aqueles que desejam exercer seu direito à liberdade de expressão – declarou.

Wade como colega?

Quando o assunto foi basquete, o “King James” confirmou que quer se aposentar no Cleveland e ainda comentou a possível chegada de Dwade Wade à equipe. Eles jogaram juntos no Miami Heat por quatro anos e venceram dois títulos. Se a decisão dependesse de Lebron, Wade já estaria confirmado.

– Meus sentimentos sobre querer terminar a carreira aqui em Cleveland não mudaram. Entretanto, vou lidar com a situação de ser um agente livre no verão, como sempre faço. É minha obrigação focar somente nesta temporada, então não vou abordar esse assunto agora. Adoraria ter Dwyane Wade como parte desta equipe. Conversei com ele durante todo o verão e não tenha dúvida que seria ótimo tê-lo aqui. Espero que possamos trazê-lo – afirmou.

O astro também deu declarações que levaram os jornalistas às risadas durante o evento ao brincou que não dará conselho algum para Kyrie Irving, ex-parceiro de equipe, e não o faria nem mesmo se fosse seu filho do outro lado.

– Não tenho nenhum conselho para ele agora. Não tenho conselho para ele ou qualquer pessoa de qualquer outro time, não. Você está conosco ou está contra nós. Estou honrado e animado. Foram três anos gratificante que jogamos juntos, mas, até se meu filho fosse para outro time e nós fôssemos jogar contra eu não daria nenhuma. Ele não receberia conselhos de mim. É como é – disse.

Mais sério, o jogador do Cleveland revelou como ficou com a troca de Irving, selecionado pelo Cleveland Cavaliers como número um do Draft de 2011. O desejo de ser trocado veio ao fim da última temporada, com a derrota para os Warriors. Os Cavaliers relutaram, esperaram boas propostas, mas chegaram um acordo com os Celtics, trocando Kyrie Irving por Isaiah Thomas. O ex-colega de LeBron fez sucesso na franquia e cresceu de patamar com a volta do astro em 2014. Ao seu lado conquistou o inédito título da NBA para a cidade em 2016 em uma virada histórica contra o Golden State Warriors, depois de estar perdendo a série melhor de sete da final por 3 a 1.

– Foram muitas emoções. Eu estava imaginando se podia fazer alguma coisa melhor para que ele não quisesse ser trocado, se foi o jeito que a temporada terminou, se foi porque terminei em primeiro lugar, a mudança de treinador, de GM… eu não sei. Eu tinha tantas emoções passando pela minha cabeça. Para mim, pessoalmente, vocês sabem que eu tentei fazer tudo o que podia para que ele fosse o melhor jogador que ele pudesse ser, um melhor líder, pontuador, defender melhor, um líder vocal. Tentei dar tudo a ele, o máximo que eu podia. Como eu disse durante a temporada, em algum ponto, quando ele estivesse pronto para “pegar as chaves”, eu estaria pronto para entregar – confessou o bicampeão olímpico.

GE