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Mais dados da investigação sobre a bancária de Realeza, são divulgados pela polícia

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18/10/2017 12:04

O carro da bancária foi encontrado completamente destruído por um incêndio

Foto: Reprodução
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O delegado que preside o inquérito policial que investiga o caso da bancária de Realeza, Vanda Salete Crestani Cantelli, de 50 anos, desaparecida desde nove de outubro, concedeu uma entrevista às rádios Ampére AM e Interativa FM na tarde desta terça-feira, 17.

O veículo Honda Civic da família foi encontrado um dia depois de seu desaparecimento, próximo a PR-182 no município de Ampére, queimado e com um corpo carbonizado no banco de trás.

Durante a entrevista o delegado Fernando Zamoner, de detalhes do andamento da investigação que segundo ele, é um caso bastante complexo, dado ao seu contexto.

Segundo o delegado, no dia seguinte ao desaparecimento, a central do banco em São Paulo recebeu o comunicado sobre o desaparecimento de certo valor em dinheiro, sendo que imediatamente foi emitido o alerta ao Grupo Tigre, que é a forma padrão de atuação do banco, informando do desaparecimento da gerente e do dinheiro.

Quanto ao bilhete encontrado na casa da vítima numa gaveta no quarto dela, o delegado disse que se trata de uma mensagem de extorsão que diz “Acabou o prazo….seus pais tem bastante dinheiro…eles valem 200 milhões…Se você não arrumar o valor pedido eles serão queimados vivos…”. O bilhete de extorsão também foi encaminhado para a central de perícia em Curitiba.

O delegado informou que foram verificadas uma série de imagens dos circuitos de segurança dos locais por onde Vanda passou. No dia do desparecimento ela passou pelo trevo de Ampére sentido a Francisco Beltrão, por volta de 16h45, porém já está descartada a possibilidade de que ela tenha ido direto para o local onde o corpo foi encontrado, mas não foram encontradas ainda outras imagens de onde o carro teria ido nesse intervalo de tempo.

As circunstâncias de como ela tirou o dinheiro do banco também estão sendo analisadas criteriosamente, pois, dado o volume de dinheiro não se pode retirar de uma única vez, ela fez isso de modo parcelado, em tese num prazo de 90 dias, quando apenas ela fazia a conferência de cofre, e por duas vezes não conseguiu fazer a transferência devido a programação do cofre.

Os saques feitos na conta da família, dos pais dela, foram feitos num período de um ano, de forma parcelada, além de um financiamento de R$ 160 mil reais, que a família desconhece para onde foi o dinheiro. O valor total de saques foi de aproximadamente R$ 1 milhão e meio de reais. A polícia está investigando qual foi o destino desse dinheiro.

Ainda de acordo com as informações, a Criminalística realizou todos os procedimentos necessários e apreensão de documentos da vítima que estavam no local onde o carro foi encontrado. A necropsia com coleta de material para o exame de DNA irá confirmar a identificação do corpo encontrado no carro. O exame será feito em Curitiba, porém a necropsia no IML de Francisco Beltrão já confirmou que se trata do corpo de uma mulher, sendo que ao lado do corpo foi encontrado um brinco, um calçado que seria de Vanda dentre outros indicativos de que seria ela.

As investigações deveram continuar, porém, para a polícia o corpo encontrado no carro, e da bancaria desaparecida, e que o caso está ligado a extorsão.

A polícia vai usar o prazo de investigação que é de 30 dias, e se ao final os fatos não estiverem elucidados, será solicitado mais tempo ao poder judiciário para dar continuidade as investigações.

Ainda conforme o delegado, já foram ouvidas várias pessoas, formalmente e informalmente.

PPNews/ Fronteira Online