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Mulher suspeita de intermediar adoção ilegal de menino é transferida para Cadeia Pública de Corbélia

Notícias, Policial
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30/10/2017 17:26
Foto: Reprodução G1
Legenda da foto

Maria Paraguaia deixou a delegacia central de Cascavel e foi levada para a cadeia pública por volta das 12h desta segunda-feira

A mulher suspeita de intermediar a adoção ilegal do menino encontrado em uma rua de Cascavel, no oeste do Paraná, foi transferida da delegacia central da cidade para a Cadeia Pública de Corbélia, que fica na mesma região, por volta das 12h desta segunda-feira, 30.

Maria Conceição Queiroz, conhecida como Maria Paraguaia, está presa desde terça-feira, 24.

Como a carceragem da delegacia de Cascavel abriga apenas presos temporariamente, a suspeita aguardava uma vaga na cadeia de Corbélia ou no Centro de Reintegração Feminino (Cresf) de Foz do Iguaçu desde quinta, 26, quando teve a prisão preventiva decretada.

O menino foi achado no dia 10 e está sob os cuidados do Conselho Tutelar. Segundo a PF, a criança é paraguaia e pode ter sido vítima de tráfico internacional de pessoas.

O delegado Mario César Leal Júnior, responsável pelas investigações, disse que encaminhou às autoridades paraguaias as fotos e as impressões digitais do menino de pouco mais de um ano e de uma menina de 10 anos e de uma adolescente de 17 encontradas na casa de Maria Paraguaia. O objetivo é identificar os três e localizar as famílias. As outras duas crianças também estão sob a guarda do Conselho.

A colaboração deverá ser feita no âmbito do comitê tripartite, que reúne ainda representantes de autoridades policiais e fiscais também da argentina. O grupo atua de forma cooperada no combate de crimes na região da tríplice fronteira.

Na quarta-feira, 25, o cônsul do Paraguai em Foz do Iguaçu, Jorge Antonio Coscia, esteve em Cascavel para acompanhar as investigações.

O advogado de Maria Paraguaia, Felipe Veloso, disse que a sua cliente nega as acusações e que a defesa aguarda a conclusão do inquérito policial.

Interrogatórios

A polícia já ouviu mais de dez pessoas, entre elas, o homem e a mulher suspeitos de tentarem adotar ilegalmente o menino de um ano com a ajuda de Maria Paraguaia. O casal prestou depoimento duas vezes e entregou os telefones celulares para a polícia.

Há indícios de que os dois pagaram um valor inicial de R$ 700 pela criança e que desistiram da adoção quando perceberam ser irregular.

Segundo o delegado, eles não foram presos por não estarem em situação de flagrante.

Maria Paraguaia foi quem acionou o Conselho Tutelar afirmando ter encontrado o menino abandonado em frente à casa onde ela mora. Depois disso, a polícia desconfiou do comportamento dela e a intimou para prestar depoimento.

Casa invadida

Maria Queiroz também será investigada por invasão de imóvel público. Segundo a prefeitura, ela está morando em uma casa onde deveria funcionar uma clínica odontológica do município.

No imóvel vizinho deveria funcionar uma casa para a distribuição de sopa para a população carente. Os dois terrenos, explica a administração, foram cedidos pelo estado ao município e foram ocupados irregularmente.

Ainda não se sabe desde quando os dois moram no local, mas o homem disse que ocupou a casa a pedido de Maria Paraguaia.

Um processo deve ser aberto pela prefeitura para solucionar o caso.

G1