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 O “Calcanhar de Aquiles” nas empresas

Geral, Notícias
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14/02/2018 16:47

Comunicação

Por Marcos Giraldi
Legenda da foto

Há algumas semanas, escrevi sobre o papel da liderança corporativa. O artigo falava das três competências do líder: entender o indivíduo… Formar equipe… Alcançar resultados extraordinários.

Na ocasião, você viu que a empresa é formada por pessoas, e que entendê-las é muito importante para conseguir conduzi-las a um estado de alta performance e, consequentemente, a resultados extraordinários.

Como já dizia Nando Reis na música “Inimitável”, “cada pessoa é um indivíduo, a diferença é que nos faz iguais”. É possível tratar igual os desiguais? Se há desigualdades, o jeito de lidar com cada um deve ser diferente, concorda?

Em tempos de crise, o problema se agrava. Boa parte dos líderes foca nos resultados. Metas, números, produtividade. Entra-se em um círculo vicioso.

Você já deve ter presenciado a cena: Meta longe de ser alcançada. O patrão cobra o líder. O líder, pilhado, estressa ainda mais a equipe. Sem saber direito o que fazer, os liderados não rendem. O nervosismo aumenta. A pressão também. O patrão enlouquecido. A cada dia, novas fogueiras para apagar…

E um agravante: com a crise, as demissões deixaram o quadro ainda mais enxuto. Uau!!!!

O líder tem que colocar a mão na massa, caso contrário a coisa empaca de vez. Sem tempo para pensar, aspectos fundamentais de gestão de pessoas são deixados de lado. Gestão vira apenas uma palavra sem sentido. É preciso executar!!!

PARAR PARA PENSAR

Nessas horas, é importante parar e redefinir o ritmo de trabalho. E o primeiro passo é a definição de papeis. Até porque há diferentes tipos de liderança dentro de uma organização.

O diretor é – ou deveria ser – o líder estratégico. E, como estrategista, tem o papel de determinar a direção que a empresa vai seguir. Os comandos são passados para os líderes operacionais, ou seja, os gerentes.

Estes, que têm o papel de fazer a linha de produção funcionar, alinham o que seus superiores determinaram, repassam as ordens aos líderes de equipe que, por sua vez, coordenam o trabalho no chamado “chão de fábrica”.

O que une essas diferentes “camadas hierárquicas” dentro da empresa? Se você respondeu comunicação, acertou!

A comunicação é o oxigênio das empresas. Sem uma comunicação eficiente, fica muito mais difícil entender o indivíduo, saber o que a equipe precisa e, consequentemente, alcançar resultados extraordinários. Sem comunicação, o líder não saberá as características do liderado, seus sonhos, seus talentos e suas limitações. E o liderado não saberá o que a empresa precisa dele.

Se não houver um processo adequado de comunicação, a estratégia elaborada pelo diretor vai por água abaixo, pois as informações chegarão – se chegarem – de forma distorcida na base operacional.

Vamos trazer isso para sua empresa? Então reflita sobre os seguintes questionamentos:

1) Diretor, como é a comunicação com os líderes abaixo de você? Há uma rotina de comunicação assertiva e clareza no repasse das estratégias?

2) Gerente, como é a comunicação com seus superiores? As estratégias da empresa são bem definidas e repassadas para você? Você entende bem o que lhe é passado e concorda com as ordens do seu superior?

3) Gerente ou supervisor: como é a comunicação com seus liderados? Você é assertivo quando fala com eles? Sua linguagem é bem compreendida? A resposta deles é adequada?

Se a resposta a essas perguntas se situou na base do “eu acho”; ou se você pensou, pensou e não teve uma resposta, talvez seja hora de parar para avaliar o processo de comunicação na sua empresa ou no seu departamento.

COACHING NAS EMPRESAS

A comunicação é a grande demanda das empresas quando contratam os serviços da Skale Desenvolvimento Humano para treinamentos comportamentais e Coaching Executivo. Essas empresas sabem que ali está o Calcanhar de Aquiles da corporação. Mas não sabem como resolver esse grande gargalo.

A questão é muito mais complexa do que se pensa. Comunicação não se restringe apenas ao passar para frente uma situação. Envolve percepções, sistemas representacionais, deduções, crenças e valores.

Vamos fazer o seguinte? Quero te convidar para acompanhar os próximos artigos neste blog, voltados à comunicação. Já antecipo as abordagens:

– Como as diferentes percepções afetam a comunicação;

– Julgamento, fato ou dedução;

– A forma como o receptor absorve a informação faz toda a diferença;

– Agressividade, passividade e assertividade;

– Feedback.

Tenho certeza de que a forma como entende a comunicação corporativa vai mudar completamente a partir desses artigos. E talvez você veja a importância de um treinamento focado em comunicação para as lideranças e para os colaboradores da empresa.

Afinal, você, sua empresa, seus fornecedores, colaboradores e clientes merecem o melhor!!!
A crise nos últimos dois anos foi especialmente cruel para os gerentes. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nos últimos dias revelam um dado assustador: nada menos que 1 milhão de gerentes e supervisores foram demitidos entre 2015 e 2017 no Brasil.

1 milhão!!!!!

Entre os dez campeões de demissões, cinco são cargos de chefia intermediária: supervisor e gerente administrativo, gerente de loja e supermercado, gerente comercial e gerente de vendas.

É muita coisa!!!

Compreensível, por alguns motivos básicos: o primeiro deles é a horizontalização das estruturas. As empresas estão percebendo que é possível simplificar a hierarquia e ter contato direto entre diretores e colaboradores. Há também o fato de que, como dizia meu avô, ter “muito chefe para pouco índio” nessas empresas.

GESTÃO DE PESSOAS

Mas há outro fator mais determinante, e que dizem respeito à qualificação. Se os líderes são demitidos, quer dizer que eles são “prescindíveis”. Outra pesquisa divulgada recentemente revelou que mais de 70% das empresas estão insatisfeitas com a qualidade de liderança exercida por seus gerentes e supervisores.

Isso acontece por um simples motivo: em tempos de crise, as lideranças focam muito nos resultados e esquecem o primordial: as empresas são feitas de GENTE. O líder imprescindível é aquele que sabe lidar com PESSOAS.

Ou seja: a gestão de pessoas deveria ser uma prioridade para esses gerentes e supervisores. Mas a pressão por resultados rápidos faz com que esse fator primordial seja deixado de lado.

O QUE FAZER?

Em tempos de retomada da economia, é hora das empresas se ajustarem e buscarem a qualificação das lideranças para poderem alcançar resultados extraordinários neste ano que promete ser de crescimento. Deixar os colaboradores sem comando, ou sob a gestão de pessoas que não foram adequadamente preparadas para isso é assumir o risco de deixar passar a oportunidade de ouro numa época em que é preciso fazer as coisas certas.

Semear aprendizado para colher resultados!

Muitas grandes empresas sabem disso. E estão apostando em treinamentos corporativos com o objetivo de promover uma mudança cultural.

O grande líder deve ter a sensibilidade para dar autonomia a seus liderados, sem deixar de cobrar os resultados. Deve saber se comunicar de forma assertiva. Ser expert em dar e receber feedback. De forma natural, dar leveza ao ambiente mesmo em épocas de turbulência. Planejar, delegar e acompanhar as equipes para que nada saia do previsto. É visto como eficiente tanto pelos diretores como pelos colaboradores.

Hoje existem trabalhos especializados em transformar colaboradores em líderes de alta performance. Empresas qualificadas de coaching corporativo, treinamento empresarial e desenvolvimento humano ajudam a potencializar lideranças nesta época de transformação da economi. É um mercado novo e promissor, pois atende exatamente uma demanda crescente: ajustar a liderança para os novos desafios do mercado.

Em vez de demitir, o sensato seria preparar, dar ferramentas para a eficiente gestão de pessoas e de conflitos.

Claro que o gerente ou supervisor que quer sobreviver no mercado também deve buscar, por conta própria, uma maior qualificação. O Executive Coaching surge para atender a essa necessidade. Em sessões de coaching individualizados, trabalha com o líder para transformá-lo em campeão de resultados extraordinários.

Pare e pense: em vez de preparar os líderes, sua empresa prefere demiti-los? Qual o resultado dessa política? Será crescimento ou encolhimento?

É hora de virar o jogo! O Brasil precisa de coragem dos empreendedores. Coragem para apostar no crescimento. E crescimento só vem quando temos líderes preparados. Qualificação para alcançar resultados extraordinários.

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