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Operação Amicis: Gaeco prende investigador da Polícia Civil em Foz do Iguaçu

Justiça, Notícias
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19/10/2017 11:35

O policial detido na tarde de terça-feira (17) é investigado pela prática de crimes de lavagem de dinheiro

Rádio Cultura Foz
Legenda da foto

Um investigador da Polícia Civil de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi preso na tarte de terça-feira (17) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na Operação Amicis. Ele é investigado pela prática de crimes de lavagem de dinheiro.

Conforme o MP-PR, foram cumpridos mandados de busca pessoal e três mandados de busca e apreensão na casa do investigador, na residência da mãe dele e em um escritório de advocacia vinculado ao policial.

O investigador, segundo o MP-PR, foi detido em flagrante por manter em casa 37 projéteis de munição de uso restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Na residência da mãe, o Gaeco encontrou uma caixa de munição de uso permitido.

A investigação é um desdobramento da Operação Amicis, deflagrada em outubro de 2016, que resultou na condenação, em junho deste ano, de dois policiais civis pela prática de crimes de peculato e uso de documento falso, o que levou à perda das funções públicas.

A condenação dos dois policiais de 7 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, deu-se devido a um fato ocorrido em setembro de 2016.

De acordo com o MP-PR, após uma abordagem policial na BR-277, em que encontraram mercadorias ilegais oriundas do Paraguai em um veículo, os investigadores se apropriaram de vários produtos, repassando apenas parte do objeto do flagrante à Receita Federal.

A ilegalidade configurou a prática dos crimes de peculato e uso de documento falso. Foi determinado pela Justiça que os réus devem cumprir a pena em regime semiaberto.

Em nota, a Polícia Civil informou que paralelamente ao inquérito polcial, um processo administrativo disciplinar foi aberto por meio da corregedoria para apurar eventuais responsabilidades do servidor sob pena de demissão do cargo.

A polícia afirma ainda que que qualquer ato em desconformidade com as regras de conduta contidas nas leis e no estatuto da Polícia Civil será rigorosamente apurado.

G1