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Pai é preso por bater em filho de um ano com galho de árvore, no PR

Notícias, Policial
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13/03/2018 15:04

Situação ocorreu na segunda-feira, 12, em Ponta Grossa, no Paraná; ele disse à polícia que surra foi 'para educar'

FOTO: ARQUIVO FRONTEIRA ONLINE
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Um pai de 25 anos foi preso suspeito de bater no filho de um ano e oito meses com um galho de árvore, de acordo com a Polícia Militar (PM). A prisão aconteceu na segunda-feira,12, na Colônia Dona Luíza, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

Na tarde desta terça-feira, 13, ele, que foi preso em flagrante por lesão corporal e maus-tratos, deve passar por audiência de custódia. A audiência de custódia é quando a autoridade judicial decide a necessidade de manutenção da prisão.

A mãe da criança, de 18 anos, também foi levada à delegacia porque, conforme a PM, presenciou a agressão e não impediu. Ela foi ouvida e liberada em seguida. A polícia soube do caso por uma denúncia anônima.

Pai diz que surra foi ‘para educar’

Em depoimento à polícia, o pai disse que o ato foi ‘para educar’ o menino, que teria fugido do pátio de casa para a rua. Ele afirmou, ainda, que perdeu a cabeça e que bateu entre cinco e seis vezes no filho com a vara.

A agressão, conforme a PM, aconteceu na rua e machucou as costas da criança. O Conselho Tutelar foi chamado e, como medida protetiva, encaminhou a criança à avó paterna. Conforme o órgão, houve um excesso de violência por parte do jovem.

“Segundo o depoimento dele, foi apenas uma situação de momento. Nós entendemos que foi o crime de tortura porque não havia denúncia anterior. Ele disse que o menino acabou fugindo pelo portão. Legalmente, não é assim que funciona”, afirma o delegado Marcus Vinícius Sebastião.

Para o delegado, não se aplica um “corretivo” assim.

“Violência contra crianças é crime. Existem outras formas de educação. Ainda mais por se tratar de uma criança que não tem entendimento. Se a criança fugiu, o que não ficou comprovado, é mais um ponto de negligência e de descuido”, acrescenta o delegado.

Se for condenado, o pai pode pegar até quatro anos de prisão.

G1