X

Notícias

PM que matou colega planejou flagrante da esposa em motel de Joinville, diz inquérito

Notícias
-
26/06/2017 14:03

O policial Anderson Dieymes David confessou ter matado o soldado Jefferson da Silva Marafian, após flagrá-lo em um motel com sua esposa, em Joinville, no dia 31 de maio

Caso envolvendo três policiais foi registrado no dia 31, dentro de um quarto de motel no bairro Pirabeiraba, em Joinville Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
Legenda da foto

Os três envolvidos trabalhavam juntos no batalhão da Polícia Militar (PM) de Garuva. A confissão está contida no Inquérito Policial Militar (IPM), concluído na tarde desta quinta-feira ,22, que apontou ainda motivação passional para o crime.

A morte de Marafian foi registrada na noite do dia 31 dentro de um quarto de motel no bairro Pirabeiraba, em Joinville. Segundo a polícia, a vítima levou um tiro na cabeça com uma pistola ‘calibre .40’ e não resistiu. Conforme o inquérito, o disparo foi efetuado por Anderson, depois que ele seguiu a esposa e a encontrou com o colega. Ambos eram pertencentes a 5ª Região da PM (Norte e Planalto Norte).

Policial é morto a tiros por outro PM dentro de motel na zona Norte de Joinville

O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM), Jofrey Santos Silva, diz que, segundo a investigação, Anderson premeditou e perseguiu a esposa até o motel com o auxílio de um aparelho de identificação de localização.

O inquérito aponta ainda que ele aguardou do lado de fora enquanto ela e o colega estavam dentro do estabelecimento e, momentos depois, se apresentou como cliente no motel. Ele solicitou um quarto e lá dentro, teria invadido a suíte em que a mulher e a vítima estavam.

Segundo o comando do 8º BPM, no momento em que empurrou uma das portas do quarto, a mulher dele, que estava atrás dela, acabou atingida e lesionou o olho. A polícia também apurou que Anderson não sabia quem estava com a esposa no motel até encontrar os dois.

Para comando, morte de PM em Joinville deve ser tratada como crime passional

– Ele disse que não sabia que se tratava do colega. Eram amigos de trabalho e ele só percebeu que era ele quando entrou no quarto e atirou. Também não houve luta corporal e após o disparo ele ligou para o comandante direto deles e acionou a emergência para socorrer a vítima – explica Jofrey.

O IPM aponta ainda que depois do disparo o soldado permaneceu no local e não resistiu à prisão. Ele continua preso no 8º BPM. Segundo a polícia, o material colhido pelo inquérito segue para apreciação do Juíz da 5ª Vara Criminal da Capital, que, por se tratar de crime doloso, vai decidir se ele irá a júri popular ou militar.

A polícia diz ainda que a mulher de Anderson não prestou denúncia de agressão contra o marido por conta da lesão no olho e está afastada das funções militares para tratamento de saúde.

DC/Fronteira Online