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PM suspeito de matar colega em motel em Joinville é solto

Justiça, Notícias, Policial
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19/07/2017 11:28

TJ concedeu habeas corpus e determinou que réu faça atividades administrativas internas, segundo defesa

Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS
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O policial militar suspeito de matar um colega da corporação em um motel em Joinville, no Norte catarinense, foi solto na noite de terça-feira, 18. Agora ele responde o processo em liberdade e deve cumprir atividades administrativas internas na Polícia Militar.

O crime foi por volta das 17h30 do dia 31 de maio no Distrito de Pirabeiraba. Segundo a PM, o réu é suspeito de disparar na cabeça do colega de batalhão. A vítima estava no motel com a policial de 29 anos, que estaria se separando do autor do disparo. Ainda segundo a PM, a mulher chegou a ser agredida pelo ex no motel. O suspeito foi preso em flagrante.

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu habeas corpus em favor do militar em julgamento na terça, 18.

O soldado de 30 anos estava preso no 8º BPM desde 31 de maio. O inquérito concluído pela Polícia Militar ainda em junho apontou crime passional. A Polícia Civil não investigou o caso.

De acordo com o advogado de defesa do militar, Caio Fortes de Matheus, a Justiça determinou que o réu fique em atividades administrativas até a conclusão do processo.

O comando do 27º Batalhão de Polícia Militar informou que nesta quarta-feira, 19, haveria uma reunião com o réu para saber como e onde ele pode atuar.

“Precisamos ver se ele tem férias ou licença a gozar, que é um direito dele, temos que ver o operacional do procedimento, onde poderia atuar. Serviço interno está sobrando”, detalha o Tenente-Coronel Moisés Eduardo Garcia Junqueira, comandante do 27º BPM.

Ainda segundo a defesa, entre as restrições que o militar deve cumprir está não se aproximar das testemunhas, entre elas a ex-mulher, policial de 29 anos que estava no motel onde ocorreu o crime.

Defesa

A defesa diz que o suspeito e a mulher ainda eram casados no dia do ocorrido. Eles moravam juntos em Curitiba (PR) e eram lotados na PM de Garuva, no Norte catarinense, assim como o PM que morreu. De acordo com o comando do 27º Batalhão, a mulher teve afastamento psicológico atestado por 60 dias, desde o ocorrido.

Crime militar ou comum

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ofereceu a denúncia à Justiça em 5 de junho, considerando o caso um crime militar. No dia 1º de junho o comandante do 8ºBPM, tenente-coronel Jofrey Santos Silva, informou que toda a investigação do crime seria feita apenas pela PM.

No entanto, a defesa do réu pede que o crime seja julgado pela Justiça comum. “Entramos com outro habeas corpus alegando que se trata de crime comum porque a motivação não tem nada a ver com a Polícia Militar”, diz o advogado.

Na próxima terça-feira, 25, a Justiça deve decidir se o réu será julgado por crime militar ou comum. Com isso, uma audiência marcada para esta quarta, 19, para ouvir testemunhas de acusação foi cancelada.

“Considerando que o TJ concedeu liberdade ao denunciado, não existe mais urgência antes presente ao andamento do processo e, estando pendente no Tribunal decisão com relação a competência do julgamento, evitando a prática de atos que podem ser desnecessários, cancelo a audiência, a qual será oportunamente designada de for o caso”, afirmou a juíza substituta Lucilene dos Santos, da 5ª Vara Criminal da capital, que cuida de crimes militares.

G1