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Policial de Santa Catarina é única mulher selecionada pela ONU para trabalhar em missões de paz

Geral, Internacional, Notícias
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28/12/2018 11:56

2º tenente Brianna Tosetto de Souza poderá ser chamada para trabalhar em qualquer lugar do mundo nos próximos dois anos

Brianna foi selecionada para trabalhar em missões de paz da ONU — Foto: Brianna Tosetto de Souza/Arquivo pessoal
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Uma policial militar que atua em Camboriú, no Litoral Norte catarinense, foi selecionada para participar de missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). Ela foi a única mulher da corporação que trabalha em Santa Catarina escolhida na seletiva, feita entre 10 e 14 de dezembro.

Conforme o Centro de Apoio Conjunto de Operações de Paz do Brasil foram avaliados 123 policiais de todo o país para o trabalho voluntário. Ao todo, 54 foram selecionados, entre eles, nove mulheres.

A 2º tenente Brianna Tosetto de Souza é subcomandante da 1ª Companhia do 12º Batalhão de Polícia Militar, em Camboriú. Ela pode ser chamada para missões nos próximos dois anos, em qualquer lugar do mundo.

“Ó, Brianna. Tu foi chamada. Ai meu deus, e agora? Eu realmente não sei o que vai acontecer. Tô esperando primeiro acontecer pra ver o que eu vou fazer, o que eu vou sentir”, brinca a policial.

Na seletiva, ela passou por avaliação de inglês e francês, entrevista, conhecimentos de informática, habilidades na condução de veículos e tiro. A escolha da missão é feita de acordo com o perfil do policial.

“É interessante Timor Leste, que é um lugar bom, Sudão do Sul, também tem, nós temos o Haiti, que é uma missão que continua”, explica a PM. “No Haiti, pode ser que você precise de uma parte mais burocrática. No Sudão do Sul, precise de uma parte mais comunicativa”, complementa.

Nas missões, as policiais mulheres também conseguem atender melhor vítimas de abuso sexual e de violência doméstica. “Além de que alguns lugares a mulher não pode falar com homem. Então você precisa de uma policial feminina para conversar com essas mulheres, a própria cultura não deixa que ela se corresponda aos policiais que estão lá”, completa.

O comandante da 1ª Companhia de Camboriú, capitão Tiago Ghilardi, exalta a importância desta experiência para a profissional.

“A gente sabe que nessas missões no exterior, principalmente de paz da ONU, o policial consegue adquirir uma experiência para comandar, para exercer sua função enquanto policial – culturalmente falando, doutrinariamente falando – enriquecer o trabalho dele para na volta colocar em prática para o povo catarinense”, completa.

G1