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Prints sobre a divulgação de blitz em aplicativos de troca de mensagens chega à conhecimento da PM cerqueirense

Notícias, Policial
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17/10/2016 23:28

“Toda vez que uma blitz é denunciada, um cidadão de má índole pode estar escapando da Justiça”, afirmou o comandante da PM cerqueirense

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Conforme informações divulgadas na tarde desta segunda-feira, 17, pelo comandante da Polícia Militar de Dionísio Cerqueira, um fato desagradável e desnecessário vem ocorrendo no nosso município, a divulgação através de aplicativos de mensagens instantâneas e por redes sociais de operações e blitz da PM.

No último final de semana, mas uma ação desse grupo voltou a ser registrada, isso quando cópias de uma conversas em um grupo privado (print) chegou ao conhecimento da Polícia. Esse tipo de fato tem causado preocupação e desconforto às forças de segurança e suas ações, posto que pessoas de má fé, tem divulgado em redes sociais e aplicativos de celulares “Operações da Polícia”, as operações e blitz realizadas pelas Polícia em nossa região. Conforme as informações, esse tipo de ação já foi flagrada inclusive em celulares de criminosos.

De acordo com o comandante da PM, Tenente Deiber Haefliger, “Ações de repreensão e controle, são realizadas corriqueiramente em nossos municípios, principalmente pelo fato de estarmos em uma fronteira seca onde há facilidade de transições ilícitas, fato que exige que as operações sejam planejadas e executadas de forma diferenciada, trabalho de dias muitas vezes e que acaba prejudicado por esse tipo de atitude”.

Vale destacar que no último sábado, 15, após as equipes policiais receberem informações da população de bem quanto a um possível crime, houve a mobilização e realização de ações de policiamento preventivo, que culminaram em um flagrante, onde quatro homens que estavam em nossa fronteira para adquirir munições, acabaram presos. “É com o intuito de não permitir que o crime avance em nossa região, e para demonstrar que não estamos em uma terra sem lei, que as operações e blitz são realizadas pela polícia, e é assim que nossa população tem a certeza de que em nossos municípios os órgãos de segurança estão atuantes e vigilantes”.

“Em muitos casos a Polícia está na rua defendendo a população, e quando um cidadão denuncia a presença da autoridade em uma fiscalização, quem sai prejudicado é ele mesmo. Um carro irregular ou conduzido por uma pessoa embriagada que não é preso pode causar um acidente metros depois do local da blitz e matar alguém. Quando irresponsáveis divulgam uma operação da Polícia, além de prejudicar a efetividade das ações, acaba colaborando para que haja prejuízos, tendo em vista que o uso de viaturas e de policiais consome recursos estaduais, ao prejudicar nosso trabalho, é como se estivéssemos jogando dinheiro fora” enfatizou o tenente Deiber.

“Toda vez que uma blitz é denunciada, um cidadão de má índole pode estar escapando da Justiça, criminosos podem estar deixando de ser presos e futuramente até mesmo vitimar o próprio denunciante das ações policiais”, culminou.

Vale ressaltar que a divulgação das ações policiais podem configurar o crime do art. 265 do Código Penal Brasileiro.

Art. 265 – Atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública:

Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.

Parágrafo único – Aumentar-se-á a pena de 1/3 (um terço) até a metade, se o dano ocorrer em virtude de subtração de material essencial ao funcionamento dos serviços. (Incluído pela Lei nº 5.346, de 3.11.1967)

Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico ou telefônico Interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública (Redação dada pela Lei nº 12.737, de 2012) Vigência

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