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Procuradora-geral da Argentina apresenta renúncia ao cargo

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30/10/2017 17:27

Carbó estava no cargo desde 2012 e era considerada militante do kirchnerismo pelo governo Macri

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A procuradora-geral da Argentina, Alejandra Gils Carbó, apresentou nesta segunda-feira (30) sua renúncia ao cargo, a partir de 31 de dezembro, ao presidente Mauricio Macri.

“Com a esperança de que esta decisão dissuada reformas que, além do enfraquecimento assinalado, rompam o equilíbrio que deve reger o sistema de administração de Justiça, dou por finalizado o meu trabalho no Ministério Público”, escreveu a procuradora-geral em sua carta de demissão.

O pedido de demissão ocorre após um juiz decidir processar Carbó por suposta “administração fraudulenta” em prejuízo do Estado pela compra de um imóvel pelo Ministério Público em 2013.

No cargo desde 2012 e nomeada pela então presidente argentina, Cristina Kirchner, Carbó é considerada uma militante do kirchnerismo pelo governo Macri.

Na carta dirigida ao presidente e divulgada pelo site oficial da Procuradoria-Geral argentina, ela diz que, “nesta altura dos eventos”, sua permanência no cargo resultará “em decisões que afetarão de maneira substancial a autonomia do Ministério Público”.

“Trabalhei incansavelmente para consolidar o mandato dos constituintes ao hierarquizar esta instituição como autoridade da Nação independente e autônoma, condições fundamentais das quais derivam sua força, objetividade e eficiência”, escreveu a procuradora-geral.

Após o anúncio de Carbó, o ministro da Justiça, Germán Garavano, afirmou que a renúncia era algo que o governo “havia pedido” e elogiou “o passo dado pela procuradora”. “Abre o caminho para avançar na linha de reformas que o presidente vai implementar”.

Garavano afirma que o governo busca um “consenso entre todos os argentinos para avançar na reforma da Justiça e ter um sistema que dê respostas à população, que seja próximo, ágil, confiável e independente”, mas não deu detalhes sobre quem será o substituto da procuradora-geral.

Carbó continuou no cargo após Macri assumir a presidência em dezembro de 2015, apesar da pressão do governo, que a acusava de não levar adiante os casos de corrupção que afetam figuras do governo anterior e de opinar contra membros da nova gestão.

G1