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Professores da rede estadual iniciam greve no PR por tempo indeterminado

Educação, Notícias
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17/10/2016 09:47

Em nossa região professores do Colégio Dr. Mario Augusto Teixeira de Freitas de Barracão, e Colégio Estadual Bom Jesus, de Bom Jesus do Sul, decidiram aderir à greve

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Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, 17. Com a paralisação, aproximadamente um milhão de estudantes devem ficar sem aula. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP- Sindicato), a greve deve reunir todo o efetivo da categoria – aproximadamente 40 mil funcionários.

A decisão foi tomada durante assembleia na manhã de quarta-feira, 12, e que contou com a participação de aproximadamente dois mil professores da rede pública de ensino do Paraná, dando o pontapé inicial para uma nova greve geral da categoria, e durante reunião realizada com a participação e professores locais, foi decidido estender a paralisação no Colégio Estadual Dr. Mário Augusto Teixeira de Freitas de Barracão, e no Colégio Estadual Bom Jesus de Bom Jesus do Sul.

De acordo com o presidente da APP, Hermes Leão, “um dos principais motivos que levou à paralisação da categoria foi o fato de o governador Beto Richa (PSDB) ter voltado atrás no compromisso de pagamento da data-base da categoria para janeiro de 2017”.

“O governo do Paraná já debateu conosco, já se comprometeu e não vem sustentando suas promessas, inclusive com a proposta de retirar a nossa data-base. Somos a categoria com os mais baixos salários. Será uma greve forte nas mais de duas mil escolas do Estado do Paraná”, reforça Hermes Leão.

A emenda que altera o pagamento dos servidores foi apresentada por Richa na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no dia 3 de outubro e começou a ser analisada pela comissão de orçamento. No dia 11 de outubro o governo encaminhou para a Alep um oficio parando a tramitação da emenda.

Três dias depois, o deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), que é líder do governo na Assembleia, afirmou que a tramitação fica suspensa até que termine a votação, no Senado Federal, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241. A medida estabelece um teto para o crescimento das despesas públicas e já foi aprovada em primeiro turno.

Os professores da rede estadual também exigem a regularização do pagamento de promoções e progressões e reclamam do atraso no auxílio refeição para alguns funcionários. Eles também reivindicam a equiparação dos salários de escolas.

A penúltima greve da categoria foi realizada entre os dias 25 de abril e 9 de junho, no ano passado. Ao todo, foram 46 dias de paralisação.

Entenda o acordo feito em 2015 entre o governo e os servidores
O pedido de reajuste salarial foi um dos principais entraves da greve, que ficou marcada, inclusive, por causa de um confronto entre a polícia e os servidores no Centro Cívico, em Curitiba. Desde o início, a categoria pedia aumento de 8,17%, por conta da reposição da inflação.

No entanto, a proposta que acabou sendo aprovada pelos professores previa o pagamento de 3,45% referente à inflação entre os meses de maio, quando vencia a data-base da categoria, e dezembro de 2014.

Em janeiro deste ano, os servidores receberam um novo reajuste, com a inflação acumulada em 2015. A mesma medida deveria ser tomada em janeiro de 2017, referente à inflação de 2016, mais 1%.

G1/ Fronteira Online