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Revitalizada por estudantes, cachoeira na Zona Sul de Londrina é opção de lazer

Geral, Notícias
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08/01/2018 09:48

Formada no Córrego do Tatu, queda d’água fica atrás do Jardim Botânico. Trilha de acesso foi sinalizada, ganhou cordas de apoio e plantas nativas para evitar erosões

Cachoeira do Córrego do Tatu fica atrás do Jardim Botânico de Londrina, no norte do Paraná (Foto: Faculdade Pitágoras/Divulgação)
Legenda da foto

A Cachoeira do Córrego do Tatu, na Zona Sul de Londrina, no norte do Paraná, é uma opção de lazer para os moradores da cidade.

Localizada atrás do Jardim Botânico, com acesso no fim da Rua José Roque Salton, a queda d’água foi revitalizada por um projeto de estudantes de engenharia ambiental da Faculdade Pitágoras.

“Os alunos foram conhecer o local e tiveram as ideias”, contou a professora Cristiane Silveira, idealizadora do projeto.

A primeira etapa do trabalho foi finalizada em dezembro, quando a trilha que leva à cachoeira ganhou sinalização e cordas de apoio. Também foram plantadas mudas nativas para evitar erosões. O lixo do ambiente foi retirado e lixeiras foram instaladas no início da trilha.

O local, que é uma Área de Preservação Permanente (APP), foi analisado pelos alunos sob a coordenação de cinco professores das áreas de engenharia ambiental, geologia e biologia. Em seguida, eles elaboraram um plano de recuperação, com autorização da Secretaria Municipal de Ambiente (Sema).

Por ser de fácil acesso e ter visitação frequente, o espaço vinha sofrendo com a degradação, principalmente pelo lixo abandonado nas trilhas e na água, de acordo com Cristiane.

O grupo também fez a análise da água do córrego e ficou comprovado que ela é própria para banho. No entanto, a água não é potável, ou seja, não pode ser bebida.

A professora disse que a ação continua no primeiro semestre de 2018, com outro grupo de alunos que vai manter o trabalho já realizado e melhorar ainda mais o espaço.

A assessora técnica da Sema, Juliana de Souza Carneiro, disse que a secretaria havia recebido alguns relatos de poluição na cachoeira e que o trabalho de recuperação surpreendeu.

“Foi uma surpresa para nós, porque ficou bem bacana”, disse.

Juliana lembrou que o local fica dentro da cidade, a trilha não é longa nem difícil, mas pediu que os visitantes cuidem do espaço.

Segundo Cristiane, a ideia é, futuramente, apresentar um relatório para a Sema e tentar manter um acompanhamento da situação da cachoeira, por meio de uma parceria com a faculdade.

“Se sempre tiver lixo acumulado, se sempre tiver gente ali, logo pode haver degradação da área e assoreamento da cachoeira”, explica.

G1