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Suspeito de participar da morte do jogador é preso em Foz do Iguaçu

Policial
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08/11/2018 18:09

Eduardo Henrique da Silva, primo de Cristiana Brittes, foi preso temporariamente na noite desta quarta-feira (7); Edison Brittes, suspeito de matar Daniel prestou depoimento

— Foto: Reprodução
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Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na noite desta quarta-feira (7), suspeito de participar da morte do jogador Daniel Correa Freitas.

O jovem, segundo a polícia, é primo de Cristiana Brittes, esposa de Edison Luiz Brittes Júnir, suspeito de ter matado o jogador. Silva foi preso na casa onde mora, em Foz do Iguaçu.

O mandado de prisão temporária contra ele foi expedido pela 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Procurado pelo G1, Edson Stadler, advogado de Eduardo da Silva, disse que vai se manifestar somente depois que o cliente dele prestar depoimento à polícia.

De acordo com o coordenador do Gaeco em Foz do Iguaçu, promotor Tiago Mendonça, o jovem ficou calado por orientação da defesa e só deve ser novamente ouvido pela polícia de São José dos Pinhais. Ainda não há previsão da data do depoimento.

Silva foi levado para a Cadeia Pública Laudemir Neves na manhã nesta quinta-feira (8), onde vai aguardar a transferência para a RMC.

Depoimento
O empresário Edison Brittes confessou, em entrevista à RPC Curitiba, que matou o jogador. O crime, segundo Edison, foi motivado porque Daniel tentou estuprar Cristiana.

Edison prestou depoimento, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira. Ele, a filha Allana e a esposa Cristiana também foram presos temporariamente.

A Polícia Civil informou que outros dois suspeitos de participação no crime são considerados foragidos.

Morte de Daniel
O jogador Daniel Freitas, que jogou pelo Coritiba e pelo São Paulo, foi morto depois de uma festa em comemoração ao aniversário de Allana Brittes.

A festa, segundo a Polícia Civil, começou na sexta-feira (26), em uma casa noturna em Curitiba, e terminou no sábado (27), na casa da família de Allana, em São José dos Pinhais.

Ainda conforme a polícia, o jogador foi espancado na casa. Em seguida, ele foi levado para um matagal, onde o corpo dele foi encontrado, com o órgão sexual decepado.

Depoimentos
A polícia ouviu testemunhas que estavam na casa na data do crime. Elas disseram que ninguém ouviu Cristiana gritando por socorro e que não viram a porta do quarto do casal arrombada. Uma das testemunhas afirmou que ouviu Daniel pedindo por ajuda e dizendo que não queria morrer.

Allana e Cristiana também foram ouvidas pela polícia. A esposa do suspeito disse no interrogatório que acordou com Daniel deitado sobre ela. Cristiana disse à polícia que, de cueca e “excitado”, ele esfregava o pênis, que estava para fora da cueca, pelo corpo dela.

Segundo o depoimento de Cristiana, ao acordar e perceber a situação, começou a gritar assustada. Segundo ela, o jogador dizia: “Calma, é o Daniel”.

O empresário suspeito de matar o jogador mudou a versão dada sobre o crime no depoimento prestado à polícia nesta quarta-feira, em relação ao que disse em entrevista à RPC.

Na entrevista, Edison afirmou que arrombou a porta do quarto. Já no depoimento, disse que pulou a janela ao ver o jogador com a esposa.

O delegado Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, disse, depois do depoimento das testemunhas, que não houve tentativa de estupro por parte de Daniel contra Cristiana Brittes.

G1