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Suspeito tirou ‘selfies’ com corpos depois de matar família brasileira na Espanha

Notícias, Policial
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31/10/2016 10:27

Amigo dele, que deu conselhos pelo WhatsApp, foi preso em João Pessoa como cúmplice

Legenda da foto

Depois de matar e esquartejar os tios e primos, François Patrick Gouveia fez fotos dos corpos e tirou “selfies”. Ele mandou as imagens para um amigo em João Pessoa – o estudante Marvin Henriques Correia, 18 anos, preso nesta sexta, 28, pela participação no crime.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, Marcos Paulo Vilela, os dois mantiveram contato o tempo todo através do WhatsApp. Depois de cometer o crime, Patrick mandou fotos dos corpos e selfies para o amigo pelo mensageiro para comprovar que realmente havia executado a família do tio.

“Os dois mantinham conversa pelo WhatsApp sobre a execução do crime e o Patrick mandou as fotos dos corpos e até selfies com os corpos das vítimas para o Marvin”, explicou o delegado, durante coletiva.

Segundo a polícia, Marvin deu conselhos em tempo real para François, dizendo inclusive como deveria esconder os corpos. Os dois demonstravam frieza nas conversas, acrescenta o delegado.

“É um amigo de meu sobrinho. Eu o conheço. Esteve conectado com ele através do computador toda a noite. Disse-lhe como cortar os corpos e viu tudo”, disse ao ElPaís Walfran Campos, irmão do morto.

O envolvimento de  Marvin foi descoberto quando um amigo teve acesso ao seu celular e viu as fotos dos cadáveres.

“Mesmo sabendo do crime perpetrado por Patrick, o estudante continuou aconselhando-o sobre como proceder. É partícipe no crime”, finaliza o delegado.

“Hoje aconteceu uma doideira que nunca poderei contar a ninguém. Refletindo sobre”, postou Marvin no dia do crime em uma rede social.

À polícia, Marvin disse que não foi para a delegacia informar o caso por medo do amigo.

“Ele chegou a dizer que tinha medo de Patrick e que por isso não procurou a polícia para denunciar o crime. Mas durante a conversa dos dois, a gente percebe que há uma intimidade e uma frieza que não indicam isso”.

A suspeita da polícia era de que Marvin poderia viajar para a Espanha, fugindo da investigação que acontecia no Brasil. Ele foi preso a pedido do Ministério Público da Paraíba quando estava saindo para ir à escola. Segundo O Globo, ele não será extraditado.

“Ainda não há como afirmar que o jovem teve participação efetiva no crime”, disse a advogada dele, Sheyner Asfora, ao jornal.

O assassinato de Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal, de um e quatro anos de idade, aconteceu em 17 de agosto em um chalé na localidade de Pioz, a cerca de 60 quilômetros de Madri. Os corpos foram achados esquartejados e colocados em sacos de lixo no local. Sobrinho de Marcos, Patrick estava no Brasil quando foi identificado como suspeito. Ele voltou à Espanha e se entregou às autoridades, confessando o crime.

UOL/ Fronteira Online