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Suspeitos de ajudar nas agressões contra jogador prestam depoimento no Paraná

Notícias, Policial
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09/11/2018 12:22

Igor King, de 19 anos, e David Willian da Silva, de 18 anos, prestam depoimento na manhã desta sexta-feira, em São José dos Pinhais, na Região de Curitiba

— Foto: Helen Anacleto/ RPC Curitiba
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Os jovens Ygor King, de 19 anos, e David Willian da Silva, de 18 anos, suspeitos de envolvimento na morte do jogador Daniel Correa, de 24 anos, prestam depoimento na delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, na manhã desta sexta-feira (9).

A informação foi confirmada ao G1 pelo advogado dos dois, Robson Domacoski, que disse que os clientes seriam ouvidos a partir das 10h. A dupla chegou para depor, porém, às 10h50.

Ygor e David, que são suspeitos de ajudar nas agressões contra o jogador, passaram a noite presos no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). A defesa diz que eles não tiveram participação na morte de Daniel.

Um outro suspeito de participação no crime, Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, preso em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná, também deve ser ouvido nesta sexta-feira, de acordo com o advogado dele, Edson Stadler.

O advogado informou que o depoimento de Eduardo, que está a caminho de São José dos Pinhais, depende do término dos interrogatórios de Ygor e David.

Além dos três jovens, o empresário Edison Brittes e a mulher e a filha dele, Cristiana e Allana Brittes, também foram presos temporariamente.

Na quinta-feira (8), Allana e Cristiana foram levadas da 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais para a Penitenciária Feminina de Piraquara. Edison Brittes, que também estava preso em São José dos Pinhais, foi transferido para o Centro de Triagem 1 da Polícia Civil.

Depoimentos
Na quinta-feira (8), uma tia e uma prima de Daniel, que moram em Minas Gerais, viajaram até São José dos Pinhais e foram ouvidas pela polícia. O advogado da família do jogador, Nilton Ribeiro, informou que elas falaram por cerca de meia hora.

No depoimento, a tia do jogador disse que Allana Brittes entrou em contato com a família, por telefone, após o crime, se prontificando a ajudar. Ainda de acordo com a tia, Allana disse que não sabia onde estava Daniel e que não houve briga na casa.

Na ligação, conforme a tia do jogador, Allana afirmou que Daniel foi embora, sozinho, por volta das 8h da manhã de sábado.

Testemunhas
A polícia também ouviu pessoas que estavam na casa. Em depoimento, elas disseram que ninguém ouviu Cristiana gritando por socorro e que não viram a porta do quarto do casal arrombada. Uma das testemunhas afirmou que ouviu Daniel pedindo por ajuda e dizendo que não queria morrer.

Família Brittes
Allana e Cristiana, filha e esposa de Edison Brittes, também prestaram depoimento. A esposa disse à polícia que acordou com Daniel deitado sobre ela. Cristiana afirmou no depoimento que, de cueca e “excitado”, ele esfregava o pênis, que estava para fora da cueca, pelo corpo dela.

Cristiana afirmou à polícia que, ao acordar e perceber a situação, começou a gritar assustada, e que o jogador dizia: “Calma, é o Daniel”.

Edison muda versão
Edison Brittes, suspeito de matar Daniel, confessou o crime e disse que assassinou o jogador porque tentou estuprar a esposa, Cristiana. Brittes mudou a versão sobre o crime ao prestar depoimento à polícia, em relação ao que disse em entrevista à RPC, antes de ser preso.

À equipe de reportagem, o empresário disse que arrombou a porta do quarto. No interrogatório, afirmou que pulou a janela ao ver Daniel com Cristiana.

Morte de Daniel
Daniel Freitas foi encontrado morto em uma mata perto de uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais. Segundo a polícia, o crime foi depois de uma festa em comemoração ao aniversário da filha de Edison, Allana Brittes.

A festa começou em uma casa noturna em Curitiba, na noite de sexta-feira (26), e terminou na casa da família Brittes, na manhã de sábado (27).

Edison Brittes afirmou que matou o jogador, sob descontrole emocional, depois de ouvir gritos da esposa e, em seguida, flagrar Daniel tentando estuprar Cristiana, na cama do casal.

O delegado Amadeu Trevisan, responsável pelo caso, disse, depois de ouvir testemunhas, que não houve tentativa de estupro por parte de Daniel contra Cristiana.

Segundo a polícia, o jogador estava muito embriagado e foi espancado por Edison e outros suspeitos. Ainda conforme a polícia, Daniel não teve condições de se defender. O corpo dele foi encontrado com mutilações e sinais de tortura.

G1