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Trazendo o sexo de volta ao casamento

Dicas
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18/02/2018 11:06

A parceria afetivo-sexual é um poderoso remédio contra o isolamento e a solidão, por isso é tão importante alimentar essa chama

Foto: Reprodução
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Em entrevista a este blog, a psicóloga e sexóloga Cristina Werner já dizia que a sexualidade é uma construção diária e que o sexo que vamos praticar à medida que envelhecemos vai depender do que foi construído ao longo da vida. A parceria afetivo-sexual é um poderoso remédio contra o isolamento e a solidão, por isso é tão importante que os casais se empenhem em alimentar essa chama. A terapeuta Kimberly Anderson, que escreve sobre o tema, afirma que o desejo se manifesta em três dimensões: biológica, social e psicológica. Quando somos mais jovens, a manifestação fisiológica impera e, com o tempo, o envelhecimento e doenças crônicas podem afetá-la.

O componente social vem das mensagens que internalizamos: da família, cultura e religião; finalmente, o aspecto psicológico está relacionado à qualidade do relacionamento não-sexual do casal. Nesse caso, abusos físicos ou verbais, sarcasmo e menosprezo geram raiva, ressentimento, distanciamento. “A maioria das pessoas quer ter uma conexão com o parceiro ou parceira”, diz, “mas se as interações são negativas, a frequência e a qualidade do sexo diminuem. As mulheres dizem: ‘ele me ignora o dia todo e quer transar à noite?’; enquanto os homens acusam: ‘ela me critica sempre, por que iria procurá-la à noite?’. Muitos casais acham mais cômodo deixar de fazer sexo do que discutir esses sentimentos”. Sua recomendação: procure ajuda profissional, antes tarde do que nunca, para alguém habilitado conduzir as discussões sensíveis.

Quanto mais tempo o casal fica sem sexo, mais difícil se torna o processo de retomá-lo, é o que ensina Tammy Nelson, autora de “Getting the sex you want”): “sexo é o melhor afrodisíaco. Quando se passa muito tempo sem fazê-lo, o corpo reduz a produção de hormônios que nos fazem desejá-lo”.

No caso de não conseguir tratar do assunto com o parceiro, ela também aconselha buscar um terapeuta, mas dá algumas dicas: “comece criando uma data erótica. Isso pode provocar uma certa ansiedade diante da expectativa de que a noite em questão não vai corresponder às expectativas, mas ponha no calendário e não desista do plano. Não há necessidade de fazer sexo na ocasião. Vocês podem apenas se tocar, deitar nus juntos e lembrar o que é estar nos braços de alguém. No começo pode parecer esquisito, mas melhora com o tempo, conforme a intimidade vai sendo resgatada”.

É indispensável não inventar desculpas para adiar essa retomada. Se um dos dois tiver alguma doença crônica que gere insegurança, conversar com o médico ajudará a dissipar os temores. Para a psicóloga Shannon Chavez, ouvida pelo Huffington Post, é importante investir na criatividade para o sexo ser excitante. “Um dos motivos de os casais deixarem de fazer sexo é porque ele se tornou rotineiro, chato e previsível. Eu sugiro que criem de três a cinco cardápios eróticos diferentes, separadamente.

Depois devem compartilhar esses menus, porque o simples fato de falar sobre sexo já acende o desejo. Os roteiros podem ser postos em prática aos poucos, permitindo que os dois se sintam cada vez mais confortáveis e íntimos”.

G1