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A língua solta de Ciro Gomes é obstáculo para aliança com o PT

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21/02/2018 09:32

Muitos petistas vislumbravam uma chapa Ciro-Haddad, mas o ex-ministro voltou a bater no Partido dos Trabalhadores 

Tribuna da Internet
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Com a saída de Lula da disputa, gente graúda dentro do Partido dos Trabalhadores tentava pavimentar uma estrada que ligasse o PT ao presidenciável do PDT, para a formação de uma chapa Ciro-Haddad ou outro nome escolhido pelo ex-presidente.

Pelo raciocínio desse pessoal, uma aliança com Ciro, mesmo perdendo a cabeça de chapa, daria ao PT a chance real de voltar ao poder, em Brasília, a reboque de um nome que sempre mereceu o respeito de Lula.

Por outro lado, com o apoio petista, Ciro teria capilaridade nacional, um partido com ramificações importantes nos principais municípios do País, e, sobretudo, a chancela de Lula, que pode ser fundamental na eleição presidencial.

A esquerda, enfim, caminharia forte, feliz e unida para a eleição de 7 de outubro.

Mas com Ciro Gomes nada pode ser previsível.

Segundo o site “O Antagonista”, o ex-govenador cearense falou o seguinte sobre o ex-presidente da República:“Lula tem que compreender que o seu papel não é de repartir a sociedade brasileira em ódios e rancores, como ele faz, mas convidar a sociedade a se reunir a uma pauta nacional.”

Em 2002, Ciro tinha uma ampla avenida para chegar ao Palácio do Planalto, mas ficou pelo caminho após dizer a um grupo de jornalistas qual o papel na campanha reservado à sua então mulher, a atriz Patrícia Pillar: “”A minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo. Dormir comigo é um papel fundamental”, disse.

Ciro pode perder a eleição, mas nunca perde o estilo.

R7