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Ar puro! Como a Chape afrouxou a corda do pescoço e virou a página no Brasileirão

Esportes, Nacional
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25/09/2017 09:09

Vitórias sobre Grêmio e Ponte Preta fazem equipe pegar o elevador na tabela e terminar rodada entre os dez primeiros, meta estipulada para o fim da competição. Saiba o que determinou reação

Emerson Cris durante vitória da Chapecoense sobre a Ponte Preta, na Arena Condá (Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)
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O que há duas semanas soava quase que como utopia se tornou realidade. Bastaram duas rodadas para a Chapecoense galgar nove posições na tabela, dar um chega para lá no Z-4 e amanhecer a segunda-feira naquela que era a meta traçada e reafirmada pelo presidente Maninho: estar entre os 10 primeiros do Brasileirão. A nona colocação virará décima ao término da rodada – por causa do confronto entre Sport e Vasco -, o que não diminuirá uma reação que até bem recentemente era improvável para um time que suava no mercado para encontrar um técnico.

Com os triunfos sobre Grêmio e Ponte Preta, a Chape pegou o elevador da 18ª para nona colocação na tabela, abriu folga de uma rodada para zona de rebaixamento – por conta do número de vitórias – e vive dias de paz. Da aposta em Emerson Cris ao fim do jejum na Arena Condá, listamos pontos determinantes para a volta por cima do Verdão:

Equilíbrio “forçado”

Não dá para negar os fatos: a Chapecoense foi, sim, ao mercado em busca de um treinador após a saída de Vinícius Eutrópio. De forma até afobada, podemos dizer. Em pouco mais de 24 horas, foram sondagens, proposta e recusa. Cenário que “forçou” um equilíbrio que ditou o rumo da volta por cima. Se não tinha uma aposta certeira, a opção foi dar fôlego a Emerson Cris, que deu retorno e já vai para quinta partida no comando da equipe contra o Vasco. O cenário acarretou também uma parceria com o elenco, que comprou a ideia e tem liberdade até para dar pitacos nas escolhas do ainda interino. Passada a ansiedade inicial, o Verdão soube encontrar um comando dentro de casa.

Consistência defensiva

Na saída de Eutrópio, a Chapecoense tinha a pior defesa do Brasileirão, com 37 gols sofridos. Agora, já vê o Atlético-GO disparar no posto (40) e o São Paulo empatar. Com a lesão de Canteros, Emerson Cris optou por escalar a equipe com três volantes de maior pegada e a estratégia deu certo na competição nacional. Com Moisés Ribeiro, Lucas Marques e Lucas Mineiro, a Chape não foi vazada e venceu Grêmio e Ponte Preta, subindo nove posições na tabela. Em quatro jogos, o técnico interino viu a defesa passar em branco em três, com exceção da goleada para o Flamengo, pela Sul-Americana.

Força em casa

Um consenso na má fase da Chapecoense era de que os tropeços na Arena Condá precisavam acabar. Com a derrota para o Cruzeiro, que acarretou na demissão de Eutrópio, o time chegou a sexta, quebrando recorde negativo no Brasileirão. No duelo contra a Ponte, a sorte parece ter virado. Depois de quase dois meses, o Verdão venceu diante do torcedor – o que não acontecia desde 24 de julho, diante do Defensa y Justicia, pela Sul-Americana. E a matemática para salvação é simples: com 18 pontos a disputar em Chapecó, basta fazer o dever de casa e conquistar 14 para se garantir na Série A do ano que vem.

Lesões e suspensões obrigaram Emerson Cris a testar novas peças na equipe e, por tabela, dar fôlego ao elenco. Neste período, Alan Ruschel, Penilla, Lucas Marques e Douglas tiveram oportunidades e deram conta do recado, aumentando o leque de opções. O cenário se torna ainda mais animador se for levado em conta que a Chape tem só o Brasileirão pela frente depois de maratona ao longo da temporada. São 13 partidas para garantir a permanência na elite e nada mais.

GE