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Casal morre com horas de diferença após celebrar 75 anos de casamento

Internacional, Notícias
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20/09/2017 09:30

Jean e George Spear se encontraram nos arredores de Londres, em 1941, em um baile e morreram no mesmo hospital em Ottawa, no Canadá

George e Jean Spear se conheceram no Reino Unido, num baile, e morreram em alas diferentes de um mesmo hospital (Foto: Postmedia/Ottawa Citizen/ BBC)
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Uma britânica e seu marido canadense, veterano de guerra, morreram com cinco horas de diferença, um mês depois de terem comemorado seu 75º aniversário de casamento.

George e Jean Spear se encontraram em 1941, em um baile dançante próximo à Londres, quando o navio dele estava atracado no Reino Unido durante a 2ª Guerra Mundial.

O casal morreu num hospital em Ottawa, no Canadá, na sexta-feira.

Primeiro, Jean Spear, de 94 anos, foi hospitalizada com pneumonia. Depois que o quadro dela piorou, na quarta-feira, George, de 95 anos, também foi internado.

Os funcionários do hospital Queensway Carleton tentaram colocar os dois no mesmo andar, mas Jean morreu às 4h30, antes que conseguissem trocá-los de ala. O marido faleceu logo depois, às 9h45. Deixaram dois filhos, Heather e Ian.

“Isso desafia qualquer lógica. Estamos impressionados com a rapidez”, disse a filha Heather Spear ao jornal Ottawa Citizen.

Casamento de Jean e George foi celebrado em 1942 no Reino Unido (Foto: Postmedia/Ottawa Citizen /BBC)

Casamento de Jean e George foi celebrado em 1942 no Reino Unido (Foto: Postmedia/Ottawa Citizen /BBC)

George e Jean se encontraram pela primeira vez em um salão de baile perto de Londres, quando ele servia as Forças Armadas canadenses e estava em Londres.

“Ela olhou para minhas botas militares e disse: não sei se a gente consegue usar esses coturnos”, relembrou George quando comemorou o 72º aniversário de casamento.

“Nos conhecemos assim. Eu disse: ‘vamos tentar’. E tentamos. E foi assim”, disse ele na ocasião.

Eles se casaram pouco depois desse encontro. Em 22 de agosto de 1942, Jean se tornou a senhora Spear na cidade natal dela, em Kingston upon Thames, no Reino Unido.

Em 1944 ela viajou de navio ao Canadá ao saber que seu marido, que estava em combate na Itália, seria enviado de volta para casa para treinar outros soldados.

Quando chegou a Ottawa, Jean não sabia se o marido estaria na estação para recebê-la. A última notícia que ela tinha era que ele voltaria ao Canadá.

A cena da chegada, narrada por Jean num dos aniversários de casamento dela, poderia estar no roteiro de um filme romântico.

“Estava nevando e foi a tempestade mais incrível que vi em toda minha vida”, relatou Jean. “E essa figura veio correndo em minha direção… ele se aproximou e enrolou o casaco em mim”, contou Jean.

Segundo ela, a simples lembrança daquele momento lhe coloca num estado de “absoluto êxtase”.

Em 2006, a rainha da Inglaterra, Elizabeth 2ª, concedeu a Jean o título de membro da ordem do Império Britânico pelos serviços de apoio prestados no Canadá às “noivas da guerra”, como eram conhecidas as mulheres europeias – em sua grande maioria, britânicas – que se casaram com soldados ou funcionários militares canadenses durante a Segunda Guerra e foram viver com eles no Canadá.

Ela fundou o primeiro clube de “noivas da guerra” no Canadá. Estima-se que quase 50 mil mulheres tenham se mudado para o país após a guerra.

Para ganhar a condecoração, Jean foi à Londres acompanhada do marido. Além de se encontrar com a rainha, encontrou-se com um ícone da Segunda Gerra, a cantora Vera Lynn, de quem era fã.

George e Jean também foram convidados pelo príncipe William e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, para um encontro, durante a viagem que o casal real fez ao Canadá em 2011.

George fez questão de mostrar à duquesa seu quepe de sargento, onde guardava uma foto em preto e branco de Jean, antes do casamento.

Kate Middleton quis saber se ele sempre guardou aquela foto. “Durante toda a guerra e depois também”, foi a resposta de George.

G1