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Com lesão de Pottker, Nico ganha nova sequência para deslanchar no Inter

Esportes, Nacional
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20/02/2018 08:39

Uruguaio abraça chance em duelo decisivo com o Remo, pela Copa do Brasil

Nico López já tem dois gols e uma assistência na temporada (Foto: Ricardo Duarte/Divulgação Internacional)
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Nico López. Xodó da torcida, o uruguaio volta ao centro das discussões antes do duelo decisivo com o Remo, nesta quarta-feira, às 19h30, em Belém, pela Copa do Brasil. Com a lesão de William Pottker, o gringo reassumirá a titularidade do Inter em um cenário de peso para mostrar suas credenciais e, enfim, tentar se firmar no time. O Colorado precisa vencer para seguir vivo na competição.

Pottker era o principal nome da equipe até ter constatada uma lesão muscular na coxa direita, a qual o alijará dos gramados por entre três e quatro semanas. Em sete partidas, marcou cinco gols – é o artilheiro do time – e ainda contribuiu com duas assistências. Nico, por sua vez, também colabora quando recebe oportunidade. Balançou as redes duas vezes e deu um passe para gol nos sete jogos que jogou (quatro deles tendo entrado no decorrer dos confrontos).

Muda, entretanto, a característica do time. Pottker ganhou mais liberdade de Odair em relação ao que fazia em 2017, o que pode beneficiar Nico López sem a necessidade de voltar na defesa para marcar. O uruguaio não é tão veloz quanto o companheiro, mas a movimentação às costas dos zagueiros dá opções aos meias.

– Nico é ligeiro. Não é de tanta força, mas joga com mais bola no pé. Uma bola de fundo ele faz. Também a diagonal que precisamos – analisou o meia D’Alessandro.

A sequência servirá para o atacante mostrar que merece conquistar uma das 11 vagas no time de Odair Hellmann. Contratado em meados de 2016, Nico passou por seis treinadores: Paulo Roberto Falcão, Celso Roth, Lisca, Antônio Carlos Zago, Guto Ferreira e Odair Hellmann. Jamais conseguiu se fixar entre os 11 iniciais. Isso que, no ano passado, encerrou como o artilheiro colorado, com 17 gols. Quatro a mais que Brenner.

Os motivos para este insólito cenário são os mais variados. Tímido, demorou a se adaptar, embora hoje brinque com os colegas e estampe um sorriso no rosto durante os exercícios. Ainda sofreu com incursões ao departamento médico. Apresentou problemas nas duas coxas e indisposições estomacais. Até uma questão dentária o atrapalhou.

Para completar, houve dúvida quanto seu posicionamento. O uruguaio foi utilizado como centroavante, aberto pela direita e até centralizado na linha de três meias, como responsável pela armação. No último domingo, apesar do empate em 0 a 0, cumpriu a função pedida por Odair.

– Foi bem. Criou situações, definiu, chutou de fora da área – afirmou o treinador.

Se criou uma interrogação entre os membros da comissão técnica, no coração dos torcedores cravou seu espaço. É um dos jogadores mais queridos e costuma ser ovacionado quando tem o nome anunciado ou entra em campo.

Nesta quarta-feira, recairá sobre seu pé esquerdo a missão de manter a força do sistema ofensivo. A partida com o Remo será disputada às 19h30, no Mangueirão. Quem vencer, garante vaga à terceira fase da Copa do Brasil. Caso o jogo termine empatado, a decisão será na disputa de pênaltis.

GE