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Com patrimônio líquido positivo, Palmeiras fecha agosto com superávit

Esportes, Nacional
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29/09/2017 15:09

Verdão acumula resultado financeiro positivo em 2017

Maurício Galiotte em entrevista no Palmeiras (Foto: Fernando Vidotto)
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O Palmeiras fechou mais um mês no azul. Os números do clube relacionados ao período de agosto foram analisados e fechados nesta semana, com superávit de R$ 11,6 milhões. Considerando todo o ano de 2017, o resultado acumulado na temporada é de R$ 47,7 milhões.

Outra conquista da administração palmeirense está no patrimônio líquido, agora positivo em R$ 19,7 milhões. O resultado é comemorado internamente e destacado como uma nova realidade após vencer a rotina de déficits nas gestões passadas – o clube chegou a acumular débitos de R$ 28 milhões neste quesito, que corresponde à diferença entre ativos e passivos, no fim de 2016.

Em entrevista recente ao GloboEsporte.com, o presidente Maurício Galiotte já havia comentado sobre a saúde financeira do clube, quando reiterou o objetivo de encerrar seu mandato, em 2018, zerando os débitos do Verdão.

– No próximo ano, o Palmeiras não terá mais dívidas com bancos ou fundos. O que fica são as contas operacionais, as contas do dia a dia. Depois de muitos anos, o Palmeiras não terá mais dívida. Depois de muitos anos também conseguimos atingir o patrimônio líquido positivo, o que também foi um resultado importante – afirmou o dirigente, há duas semanas.

Sobre as dívidas, o Palmeiras ainda deve pouco mais de R$ 33 milhões ao ex-presidente Paulo Nobre. A expectativa é ter esse valor quitado em 2018 – o clube repassa mensalmente ao fundo criado pelo ex-dirigente cerca de R$ 3 milhões.

Além deste valor, o clube reconhece outros débitos com Nobre relacionados aos jogadores Róger Guedes e Yerry Mina. Na época, foi o então presidente o responsável pela operação financeira nas duas negociações. Os valores, corrigidos com juros, representam mais R$ 16,1 milhões, mas o retorno ainda é incerto porque depende de uma eventual transferência.

Em caso de uma futura negociação dos dois atletas, o dirigente recebe o aporte investido inicialmente corrigido pelos índices de mercado – o lucro, se houver, é do Palmeiras. O modelo é semelhante ao do Verdão com a Crefisa em contratações, mas a instituição financeira não cobra juros do clube.

De acordo com a empresa de consultoria e auditoria BDO, os palmeirenses são os donos da terceira marca mais valiosa do futebol brasileiro, avaliada em R$ 1,1 bilhão.

GE