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Cúpula do G7 começa nesta sexta-feira na Itália

Internacional, Notícias
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26/05/2017 11:00

Sessões de trabalho desta sexta-feira devem ser focadas nos temas de terrorismo e comércio internacional

Chefes de governo e de estado posam para foto oficial do G7 (Foto: REUTERS/Philippe Wojazer)
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Começou na manhã desta sexta-feira, 26, a Cúpula do G7, em Taormina, na Itália. A discussão de temas espinhosos como a luta contra o aquecimento global e comércio global tendem a tornar tenso o encontro dos sete países mais ricos do mundo.

“Não há dúvida de que esta será a cúpula do G7 mais difícil dos últimos anos”, alertou nesta sexta-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Durante as sessões de trabalho, no hotel San Domenico, os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido discutirão, além de comércio internacional, questões com o terrorismo.

Os chefes de Estado e de Governo se reuniram desde as 11h30 (horário local, 6h30 em Brasília) ao teatro grego de Taormina, de onde pode-se ver o vulcão Etna, eles foram recebidos pelo anfitrião, o premiê italiano, Paolo Gentiloni.

Os sete chefes de Estado e de Governo se reuniram nesta sexta-feira ao meio-dia no majestoso teatro grego deste pequeno balneário siciliano para uma foto de família, antes de caminharem para o local da reunião.

Ao passar perto da praça central da pequena cidade, com vista para o Mediterrâneo, muitos líderes, incluindo o presidente americano, Donald Trump, a chanceler alemã, Angela Merkel, ou o chefe de Governo italiano pararam para apreciar a vista e conversar.

Segundo o relato da agência EFE, apesar do clima de formalidade, o premiê canadense, Justin Trudeau, sorriu e saudou membros da imprensa.

Declarações polêmicas

O momento de descontração foi analisado com cuidado, principalmente entre Merkel e Trump, depois dos vazamentos na imprensa de declarações supostamente feitas pelo presidente americano, segundo a France Presse.

“Os alemães são maus, muito maus. Vejam os milhões de carros que vendem nos Estados Unidos. Horrível. Vamos parar com isso”, teria dito Trump durante a sua reunião na quinta-feira em Bruxelas com os líderes da União Europeia, segundo o site da “Der Spiegel”.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e Tusk tentaram minimizar as declarações de Donald Trump, mas não negaram as revelações da revista alemã.

“Não é verdade que o presidente (Trump) teve uma abordagem agressiva. Foi um problema de tradução. Ele não disse que os alemães se comportavam mal, ele disse que havia um problema. Não foi agressivo”, declarou Juncker.

A situação pode esfriar a atmosfera deste G7 que deveria reafirmar a coesão de seus membros, principalmente sobre o terrorismo, após o ataque que matou 22 pessoas, entre elas muitas crianças, na terça-feira em Manchester, sudoeste da Inglaterra, ainda de acordo com a France Presse.

Merkel não fez comentários em sua chegada em Taormina, que vive literalmente em estado de sítio há vários dias, com cerca de 7 mil homens designados para proteger os chefes de Estado e de Governo.

Terrorismo

O presidente da França, Emmanuel Macron, ofereceu apoio à primeira-ministra britânica, Theresa May, na luta contra o terrorismo, dias após o ataque em Manchester. “Nós conhecemos esse tipo de ataque”, disse o recém-eleito presidente francês a May.

“Nós vamos fazer tudo que pudermos para aumentar essa cooperação em nível europeu, para fazer mais de um ponto de vista bilateral contra o terrorismo. Nós vamos fazer isso todo o dia, porque esse é o desafio em comum”, afirmou.

A França sofreu com múltiplos ataques jihadistas, que deixaram mais de 230 mortos desde 2015.

G1/Fronteira Online