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Do Fair Play ao gol de braço: as vidas de Rodrigo Caio e Jô depois da polêmica

Esportes, Nacional
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22/09/2017 09:12

Protagonistas em lance do Majestoso de abril, zagueiro do São Paulo e atacante do Corinthians percorrem trajetórias diferentes até voltarem a duelar em novo clássico apimentado neste domingo

Rodrigo Caio e Jô no polêmico jogo no Morumbi (Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)
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Rodrigo Caio e Jô. São Paulo e Corinthians. Disputado cinco vezes (Torneio da Flórida, Paulistão e Brasileirão), esse é o clássico paulista mais jogado deste ano. Nenhum dos duelos gerou mais repercussão do que o jogo do dia 16 de abril, quando o zagueiro e o atacante foram os protagonistas do lance de Fair Play do são-paulino.

Agora, o Majestoso deste domingo, às 11h, no Morumbi, marcará a despedida do clássico em 2017. A rivalidade será ainda mais apimentada pelo gol de braço de Jô marcado contra o Vasco. O assunto reviveu a polêmica atitude de Rodrigo Caio e esquentou ainda mais confronto.

O encontro é muito importante para os dois clubes. O São Paulo precisa vencer para tentar sair da zona do rebaixamento e ganhar moral para o restante do torneio. O Corinthians joga para dar uma resposta depois da eliminação na Copa Sul-Americana e se manter firma na liderança do Brasileirão.

Gabriel, do Corinthians, é expulso equivocadamente em clássico com o Palmeiras, em fevereiro. Maycon deveria ter recebido o cartão vermelho. Na ocasião, em fevereiro, Jô condenou os jogadores palmeirenses por induzirem a arbitragem ao erro.

Rodrigo Caio protagonizou lance de Fair Play na semifinal do Paulistão, em abril. O gesto livrou o rival de uma suspensão na segunda partida, na qual Jô fez o gol de empate por 1 a 1. O Corinthians avançou e, mais tarde, acabou campeão estadual.

Jô elogiou a atitude do são-paulino e lembrou do seu pênalti cavado contra o São Bento. “O Rodrigo Caio serviu de exemplo e com certeza vai ser diferente daqui para frente, todo jogador vai ter a consciência de fazer o que é certo”, disse.

Jô fez gol de mão contra o Vasco, na vitória por 1 a 0 do Corinthians, no último domingo. Após o jogo, não admitiu o toque. Na última terça-feira, porém, reconheceu a irregularidade, embora tenha dito que não quis trapacear.

O zagueiro teve trajetória descendente desde então. O zagueiro cometeu falhas (algumas delas admitidas publicamente) justamente no momento de maior instabilidade do São Paulo no Brasileirão e hoje é contestado por parte da torcida.

Elogiado e convocado por Tite para a seleção brasileira logo após o episódio, o zagueiro caiu de rendimento gradativamente e perdeu espaço. Contra a Colômbia, atuou por apenas sete segundos e virou alvo de piadas nas redes sociais.

O defensor ficou fora da lista para as duas últimas rodadas das eliminatórias, contra Bolívia e Chile. Com a grande concorrência na posição, o sonho de ir à Copa do Mundo da Rússia está bastante ameaçado.

O período também foi de turbulência fora de campo pela possibilidade de deixar o São Paulo. O Zenit, da Rússia, chegou a sinalizar que pagaria a multa de 18 milhões de euros (cerca de R$ 67,8 milhões na época) para contratá-lo, mas isso não aconteceu.

Para completar, uma nova polêmica com o zagueiro agitou o Tricolor. Em uma entrevista coletiva, Rodrigo Caio fez críticas ao peruano Cueva, que respondeu após o tropeço diante da Ponte Preta, no Morumbi. Os jogadores conversaram no CT da Barra Funda e se entenderam.

Jô: decisivo para o Timão, mas alvo de críticas
O centroavante tem muito pouco a reclamar desde o polêmico jogo no Morumbi. O jogador foi decisivo na arrancada que o Timão deu para o título paulista e no primeiro turno arrasador no Campeonato Brasileiro. Titular absoluto, ele briga pela artilharia do torneio nacional. Hoje, tem 13 gols, um a menos do que Henrique Dourado, do Fluminense.

Mas não é apenas dentro de campo que Jô virou referência. Fora dele, o atacante se transformou em um dos líderes do elenco pelo comportamento exemplar. Famoso pelas noitadas nos tempos de Atlético-MG, o jogador passou a frequentar uma igreja evangélica, parou de beber e mudou a forma como era visto.

Aos 30 anos e de bem com a vida, Jô não esconde que ainda sonha em voltar à seleção brasileira. A chance é pequena, mas o centroavante espera convencer Tite de que pode ser um dos centroavantes do Brasil na Copa do próximo ano.

Desde domingo, porém, Jô voltou a estar em uma polêmica e, desta vez, passou a ser o alvo das críticas. O jogador foi bastante questionado pelo gol anotado com o braço diante do Vasco, o que motivou um pronunciamento na chegada da delegação à Argentina para enfrentar o Racing. Para piorar, ele foi expulso no duelo que custou a eliminação na Copa SUl-Americana.

Neste final de semana, as histórias do Majestoso e dos dois jogadores ganharão novos capítulos. O clássico pode representar a redenção ou trazer ainda mais turbulência para Rodrigo Caio e Jô.

GE