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Dorival lamenta vacilos do São Paulo após derrota e diz que falta confiança

Esportes, Nacional
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28/08/2017 11:31

No entender do treinador, Tricolor teve chances para garantir a vitória quando fez 1 a 0 e depois no 2 a 2. Ele voltou a lamentar o fato de o time tomar dois gols em sequência

Dorival Júnior duirante o clássico contra o Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)
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O São Paulo sofreu mais uma derrota no Campeonato Brasileiro com o roteiro que vem lhe atrapalhando há tempos: o time tem momentos de bom futebol, mas de repente se perde em campo, toma gols e não mostra força para reagir. Ao explicar o tropeço de 4 a 2 para o Palmeiras, neste domingo, o técnico Dorival Júnior voltou a bater na tecla de que o time pecou nos detalhes.

– Tivemos alguns momentos na partida que foram chave para que saíssemos com o resultado diferente. Quando estávamos com 1 a 0 no placar, tivemos a possibilidade da segunda bola, e no momento em que estava 2 a 2, tivemos três reais oportunidades de estarmos à frente. Acabou mudando completamente aquilo que foi a fase final da partida. Poderia ter sido a nosso favor – lamentou o treinador são-paulino.

Dorival também falou sobre o fato de o São Paulo tomar gols em sequência novamente. O primeiro e o segundo gols de Willian, na etapa inicial, foram marcados em intervalo de três minutos.

– Tem acontecido um fato que todo momento que tomamos um gol, vem logo em sequência um segundo. Isso acaba desarticulando qualquer situação. Foi assim no primeiro tempo, quando estava 1 a 0. Aconteceu também no segundo tempo. Você acaba não fazendo, e o que é pior: tomando atrás. É natural que aconteça a dúvida quando não se tem confiança. Nesses momentos de tomadas de decisões, ela seria fundamental – ressaltou o comandante são-paulino.

Veja abaixo a entrevista coletiva de Dorival:

Até que ponto uma derrota como essa conturba ainda mais o ambiente no sentido de pressão?
– A pressão acontece, mesmo se tivéssemos conseguido uma vitória. A pressão é grande, para um time grande é ainda maior. Só nós vamos resolver tudo isso. É claro que o São Paulo tem apresentado mudanças, mas ainda falta o resultado final. Hoje era mais uma partida para sair da zona problemática e iniciar uma recuperação. Estamos adiando a todo momento e é natural que esse desgaste crie um desconforto ainda maior.

Você é tido como um técnico de DNA ofensivo. Com a situação atual do São Paulo, você vai precisar rever esse conceito e beliscar pontos na defesa?
– A primeira situação que estamos buscando é a correção do sistema defensivo, é o que mais temos trabalhado, até exaustivamente. Trabalho para melhorar nosso posicionamento e, em cima dele, tenhamos uma segurança maior. Em muitos momentos da partida você vê essa consistência. Mas como disse, tem acontecido de tomar um gol e, logo em seguida, levar ouro. Isso vem atrapalhando bastante
– Essa condição não pode se tornar um fardo ainda maior. Esperamos que a gente saiba aproveitar esse período da melhor maneira possível. Tem de trabalhar ainda mais para conseguir a recuperação. O papel do torcedor, o que ele tem nos apoiado, as condições da diretoria. Nós não temos do que reclamar. Precisamos mesmo é de resultados, para que a confiança retorne o quanto antes.

A situação do Pratto mexeu com o time emocionalmente?
– É natural que tivéssemos sentido. É um ser humano que convive com todos diariamente. Mas nada que tenha excedido. Não foi isso que tirou nossa concentração, não faço ligação nenhuma nesse sentido.

Você pensa em conversar com o Sidão? Fica a impressão de que ele tem sentido a pressão… – – Ele errou dois lances com os pés, mas em compensação fez uma defesa que nos manteve vivos na partida até o momento do terceiro gol.

Em alguns momentos, você ficou bastante irritado. O que tem mais incomodado?
– Os aspectos que aparecem muito claros para uma movimentação trabalhada, são desenhadas e acontecem nas partidas, mas não estamos sabendo aproveitá-las. E isso nos tira chances reais de gols. Jogadas pela linha de fundo, tomada de decisão não é a mesma do desenho da jogada.

GE