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Encontradas mais partes de corpos onde crianças foram deixadas esquartejadas em Novo Hamburgo

Notícias, Policial
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19/09/2017 08:29

Vítimas que tinham entre 8 e 12 anos de idade ainda não foram identificadas. Polícia acredita que as partes estejam relacionadas ao mesmo caso.

Corpos estavam em caixa de papelão e sacos plásticos em matagal em Novo Hamburgo (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
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A polícia localizou na manhã desta segunda-feira (18) partes de corpos no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, Região Metropolitana de Porto Alegre. O local fica a 500 metros de onde foram encontradas duas crianças esquartejadas, no dia 4 de setembro, na Rua das Tranqueiras. A investigação acredita que as partes estejam relacionadas ao mesmo caso.

Conforme o delegado Rogério Baggio, responsável pela investigação, os corpos encontrados no começo do mês não estavam completos. “Certeza mesmo nós só teremos com o resultado da perícia, com o exame de DNA. Mas é 99,9% de chances de serem as partes faltantes do corpo”, afirma. Apesar do que foi encontrado nesta segunda, a polícia ainda não localizou as cabeças de ambas as vítimas, que teriam entre 8 e 12 anos.

Inicialmente, a polícia acreditou que os corpos encontrados dentro de sacolas eram de uma mulher e de uma criança. No entanto, a perícia constatou que se tratavam de crianças, o que dificultou a identificação, pela falta de registro das digitais.

As partes dos corpos encontrados no começo do mês estavam dentro de caixas de uma marca de sabão em pó fabricada fora do Rio Grande do Sul, e que não é vendida no estado. Com isso, a polícia entrou em contato com departamentos de identificação de outros estados.

No decorrer da investigação, a polícia procurou imagens de câmeras de segurança, sem sucesso, e conversou com moradores do local, considerado pouco movimentado, em busca de pistas. Mas até agora a investigação não havia avançado.

No fim da semana passada, o delegado disse acreditar que o autor ou autores do crime conheciam a região. “É um local onde as pessoas costumam deixar animais mortos, por isso talvez não desconfiassem do cheiro”, afirmou.

G1