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EUA lançam interceptador e simulam derrubada de míssil balístico no Pacífico

Internacional, Notícias
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31/05/2017 09:25

Teste ocorreu dois dias após Coreia do Norte lançar novo míssil

Míssil do sistema de Defesa de míssil balístico dos Estados Unidos é lançado nesta terça-feira, 30, da base aérea de Vandenberg, na Califórnia (Foto: REUTERS/Lucy Nicholson)
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Os Estados Unidos lançaram nesta terça-feira, 30, um interceptador de míssil a partir de uma base na Califórnia para simular a derrubada de um míssil balístico intercontinental. Segundo o diretor da Agência de Defesa de Mísseis dos EUA, Jim Syring, o interceptador derrubou um míssil que foi lançado das Ilhas Marshall, no centro do Oceano Pacífico, e o teste teve êxito.

O objetivo era que o interceptador, lançado a partir da base Vandenberg, na Califórnia, sobrevoasse o Oceano Pacífico, lançasse um “veículo matador”, que por sua vez derrubaria o míssil lançado das Ilhas Marshall. O veículo usa energia cinética para destruir o objeto que vem na sua direção.

O exercício testa o desempenho do sistema de “defesa em terra na metade do percurso” (GMD, na sigla em inglês), que teve alguns problemas em testes anteriores. A tecnologia que move o GMD é extremamente complexa e o sistema utiliza sensores disponibilizados globalmente para detectar e rastrear ameaças de mísseis balísticos.

“Esse sistema é muito importante para a defesa do nosso país e esse teste demonstra que contamos com um artefato confiável para deter uma ameaça real”, disse Syring.

O lançamento do interceptador pôde ser visto em um raio de mais de 80 km da base na Califórnia, mas a derrubada do míssil não seria visível em terra.

Este é o primeiro teste do tipo em quase três anos e o primeiro para interceptar um míssil de alcance internacional, como o que a Coreia do Norte está desenvolvendo.

Ameaça da Coreia do Norte

O teste dos EUA é realizado dois dias depois de a Coreia do Norte disparar um míssil que percorreu 450 quilômetros em direção ao leste até cair em águas da Zona Econômica Especial (ZEE) do Japão, espaço que se estende cerca de 370 quilômetros a partir de seu litoral.

A Coreia do Norte segue tentando desenvolver tecnologia de mísseis de longo alcance capaz de chegar a território americano, bem como uma ogiva nuclear suficientemente compacta para ser armada em um míssil.

Um porta-voz do Pentágono afirmou nesta terça que o teste não foi conduzido por conta das ações recentes da Coreia do Norte, mas citou o país como uma das nações, junto com o Irã, que geram preocupação aos EUA.

“A Coreia do Norte expandiu o tamanho e a sofisticação das suas forças de míssil balístico, desde os de curto alcance até os intercontinentais”, disse o porta-voz Jeff Davis. “Eles continuam conduzindo lançamentos de teste, como vimos inclusive nesse final de semana, enquanto também usam uma retórica perigosa que sugere que eles vão atacar os Estados Unidos”.

Até o final de 2017 o sistema GMD terá 44 interceptores – baseados no Alasca e na Califórnia – de modo que poderá enfrentar um ataque lançado de outro país com vários mísseis. Mas ele ainda não é capaz de enfrentar um ataque em grande escala de países como Rússia ou China, que têm capacidade de lançar dezenas de mísseis simultaneamente.

Pessoas observam lançamento de interceptador em estrada ao norte de Lompoc, na Califórnia (Foto: Len Wood /The Santa Maria Times via AP)

Pessoas observam lançamento de interceptador em estrada ao norte de Lompoc, na Califórnia (Foto: Len Wood /The Santa Maria Times via AP)

G1/Fronteira Online